Imagem aérea mostra o shopping Aeon Mall em Kashima, em Kumamoto, parcialmente destruído após terremoto de magnitude 7,1 atingir o sul do Japão em 28 de julho de 2026. — Foto: Kyodo via REUTERS
Shopping Aeon Mall, em Kashima, ficou parcialmente destruído durante terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão nesta terça (28).
Por Redação g1 - 28/07/2026
• Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28). O tremor foi seguido por uma explosão em um shopping na cidade de Kashima.
• O epicentro do tremor ocorreu em terra, próximo a Kumamoto e Uki. Há relatos de mortos, desaparecidos e pessoas sob os escombros do shopping.
• O tremor teve profundidade de apenas 10 km. A atividade sísmica foi acompanhada de 4 tremores secundários com magnitudes de 4,4 a 5,6.
• O abalo no Japão foi sentido até na Coreia do Sul. Foram registrados pequenos tremores em Incheon, região vizinha à capital Seul.Shopping fica parcialmente destruído após terremoto de magnitude 7,1 atingir o Japão
O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28) foi seguido de uma forte explosão dentro de um shopping na cidade de Kashima, em Kumamoto. Imagens aéreas mostram que o teto do estabelecimento desabou parcialmente. Há relatos de mortos, desaparecidos e pessoas sob escombros.
• As TVs japonesas Fuji e TBS informaram que o incidente deixou diversos mortos e feridos, sem especificar quantos.
• A emissora NHK relatou que há de 20 a 30 trabalhadores desaparecidos no shopping Aeon Mall.
• Mais cedo, a polícia de Kumamoto disse acreditar que há "um número considerável" de mortos no local e que possivelmente há pessoas presas sob os escombros.
• O corpo de bombeiros de Kumamoto afirmou que o shopping foi evacuado, porém ainda não foi possível determinar quantas pessoas não conseguiram sair a tempo.
Segundo a NHK, a forte explosão no shopping ocorreu cerca de uma hora após o terremoto atingir o local. Nesse meio tempo, foi possível evacuar cerca de 200 pessoas, segundo autoridades locais. No entanto, não se sabia quantas ainda estavam dentro do complexo no momento da explosão.
A polícia de Kumamoto afirmou que o risco de réplicas do terremoto de magnitude 7,1 —que são tremores de magnitudes consideráveis que ocorrem horas após o principal— tornava impossível iniciar operações de busca e resgate na estrutura que ficou mais destruída. O epicentro do terremoto ficava a apenas alguns quilômetros de distância.
Como foi o tremor
O terremoto teve epicentro em terra próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, no sul do país, segundo a Agência Meteorológica japonesa (JMA, na sigla em inglês).
O tremor teve profundidade de apenas 10 km, considerada muito próximo à superfície, e foi acompanhado de quatro tremores secundários de magnitudes 4,4 a 5,6.
O terremoto japonês foi tão forte que foi sentido até na Coreia do Sul, com relatos de pequenos tremores em Incheon, vizinha da capital Seul, segundo a agência sul-coreana Yonhap.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do "Anel de Fogo" — uma região de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico — o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo.
Japão em alerta para outro grande terremoto
O governo japonês disse que estabeleceu uma força-tarefa de emergência para responder aos danos causados pelo terremoto e coordenar o resgate com os governos locais. Alertas de emergência de terremoto foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki — todas em Kyushu —, onde milhares de casas ficaram sem energia.
Ainda segundo a premiê Sanae Takaichi, as cidades de Uki e Hikawa foram atingidas com "intensidade máxima 7", a maior na escala japonesa.
Por conta da magnitude e da baixa profundidade, autoridades japonesas alertaram que há a possibilidade de outro grande terremoto atingir o país nos próximos três dias.
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