Conselho de Ética pede cassação do vereador de Fortaleza Aonde É

Ele é suspeito de desviar verba da Câmara para comprar de apartamentos.

Vereador Aonde É foi preso em 2014 e solto dois meses depois. Do G1 CE Delegado chegou à delegacia acompanhado do advogado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução) O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PROS), recebeu nesta quarta (15) o relatório do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que pede a cassação do vereador Aonde É, suspeito de desvio de verba parlamentar. A entrega foi feita pelo relator do processo, o vereador Deodato Ramalho (PT).

Vereador do PT é o relator do processo que pede a cassação de A Onde É (Foto: Câmara Municipal de Fortaleza/Divulgação)
Vereador do PT é o relator do processo que pede a cassação de A Onde É (Foto: Câmara Municipal de Fortaleza/Divulgação)
“Havia uma quantidade imensa de acusações relacionadas, sobretudo a utilização de assessores fantasmas, cujo salários eram destinados ao vereador Aonde É e ao seu chefe de gabinete. Mas duas provas são determinantes, fatos que foram confirmados tanto pela prova documental, e principalmente, pela própria declaração do vereador Aonde é. O épisódio da compra da casa no Bom Jardim e a prisão em flagrante”, declarou Deodato. Em contato com o G1, o advogado do vereador, Leandro Vasques, diz que não teve acesso ao documento que pede a cassação do cliente, mas afirma que o pedido é feito com base em informações "sem sustentação". Um dos indícios do suposto enriquecimento é a compra de apartamentos de luxo. "Já foi comprovado documentalmente que ele não é proprietários dos apartamentos", diz o advogado. Segundo o Ministério Público, Aonde É comprou oito apartamento de luxo durante dois anos como vereador. Antes de assumir cargo na Câmara, ele era entregador de pizza no Bairro Bom Jardim.
O relator ainda enalteceu o trabalho do Conselho de Ética, evidenciando que todas as dirigências propostas pela defesa foram realizada, que todas as testemunhas indicadas pela defesa foram ouvidas, e que foram respeitadas integralmente o direito de defesa.
“A Câmara nesse momento, que não é fácil, cresce como instituição, porque é isso que a população espera, essa transparência, essa agilidade, esse rigor, e foi assim que agiu o Conselho de Ética e assim que agiu o relator”, avaliou Salmito Filho. O processo tem sete volumes e 19 cd´s com depoimentos de até quatro pessoas cada um. O presidente da Câmara ainda informou que após todos os vereadores receberem a cópia do parecer e assinar o termo de recebimento, o prazo é de, pelo menos, três sessões plenárias, para que ele tenha a prerrogativa de colocar o parecer em pauta, que será em uma sessão exclusiva. A vereadora Toinha Rocha, presidente do Conselho de Ética do Legislativo, explicou que na convocação exclusiva, a pauta não poderá ter nenhum outro tipo de requerimento ou matéria, apenas o julgamento pela cassação ou não do mandato do vereador Aonde É. “O plenário é que decide”, disse.