Brasil vai \'interceder\' por brasileira presa na Venezuela, diz Dilma

Dilma não quis comentar onda de protestos contra Maduro na Venezuela.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (21), após encontro com o Papa Francisco, no Vaticano, que o governo brasileiro irá "interceder" pela brasileira Emiliane Coimbra, que foi detida na Venezuela na última quarta (19) após manifestações contra o governo de Nicolás Maduro.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, Emiliane foi detida na cidade de Puerto Ayacucho, a cerca de 1.200 quilômetros da capital Caracas. Ela irá responder ao processo em liberdade e deixou a prisão nesta quinta (18).

"O Brasil vai apoiar a moça, vai interceder por ela e vai defendê-la como sempre fazemos quando se trata de cidadãos brasileiros em qualquer parte do mundo", afirmou a presidente. Dilma disse ainda que não iria se manifestar sobre questão "interna" do país ao se referir sobre os protestos.

A Venezuela tem enfrentado momentos de tensão desde o início de fevereiro, com protestos de estudantes e opositores contra o governo. A situação se agravou em 12 de fevereiro, quando uma manifestação contra o presidente Nicolás Maduro terminou com três mortos e mais de 20 feridos.

Ao mesmo tempo em que milhares foram às ruas para criticar o governo – em um contexto de inflação, insegurança, escassez de produtos básicos e alta criminalidade –, outros milhares se manifestaram em favor de Maduro e contra os oposicionistas.

Segundo o Itamaraty, Emiliane vive com a família na Venezuela há mais de 20 anos. Ainda de acordo com o Itamaraty, o vice-consulado do Brasil na cidade está prestando apoio jurídico à brasileira. O Itamaraty informou que Emiliane possui dois advogados – um cedido pelo vice-consulado e outro indicado pago pela família.

De acordo com o ministério, assim que a brasileira foi detida, o vice-consulado foi informado. Nesta quinta-feira ela participou de uma audiência e outra será realizada em até 30 dias – neste período, Emiliane não poderá deixar a Venezuela.

Do G1, em Brasília