Focus traz mercado mais pessimista com o PIB brasileiro
AVANÇO DE APENAS 0,48%
Brasília. A economia brasileira não crescerá sequer 0,5% este ano. É nisso que acreditam analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC). Segundo o relatório Focus divulgado ontem, o Produto Interno Bruto (PIB) terá expansão de apenas 0,48% em 2014, ante perspectiva anterior de avanço de 0,52%. Esta foi a 15ª vez consecutiva de redução das projeções.
Para o próximo ano, há a expectativa de alguma recuperação, com a atividade acelerando 1,10%. O grupo não modificou a previsão em relação à semana passada, mas vale lembrar que há um mês a taxa projetada na Focus era de 1,20%.
O maior impacto negativo nas contas dos economistas em 2014 vem do setor fabril. Para as cerca de cem instituições consultadas, a produção industrial registrará retração de 1,98% este ano. No levantamento anterior, a estimativa estava negativa em 1,70%. Para 2015, a previsão é de melhora da atividade manufatureira. O boletim revelou, no entanto, que até esse fôlego que a indústria ganhará no ano que vem será menor do que o esperado anteriormente, já que houve um ajuste de 1,70% para 1,50%.
Selic
Com o enfraquecimento das projeções para o PIB, os analistas passaram a apostar que o BC pode ter espaço para evitar que a taxa básica de juros chegue a níveis mais elevados, como esperavam até a semana passada. Na pesquisa de ontem, o mercado financeiro diminuiu a intensidade de aumento da Selic aguardada para março do ano que vem, quando ainda se espera que será a primeira elevação da taxa básica dos atuais 11% ao ano. A previsão passou de 11,5% ao ano para 11,25% ao ano.
Outras mudanças nesse sentido foram vistas ao longo do ano, mas, para os participantes da Focus, os juros apenas voltarão a ficar abaixo do nível de hoje em março de 2016, quando chegarão à marca de 10,75% ao ano.
Câmbio
Parada há seis semanas em R$ 2,35, a cotação para o câmbio de 2014 acabou recuando para R$ 2,33 no relatório de mercado Focus divulgado ontem. Com essa alteração, aliás, a projeção mediana para o câmbio médio deste ano foi reduzida de R$ 2,29 para R$ 2,28.



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