'Tem medo de sair sozinha', diz mãe de criança de 10 anos apalpada no RN
Caso aconteceu no último sábado (18) em Extremoz, na Grande Natal.
A criança de 10 anos que teve as partes íntimas apalpadas está assustada e tem medo de sair sozinha depois do que aconteceu no último sábado (18) em um supermercado na cidade de Extremoz, na Grande Natal. Quem conta é a mãe da menina, que recebeu nesta quarta-feira (22) a informação da identificação do suspeito do crime, um subtenente que trabalha no setor administrativo do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque). "Tem medo de sair só e não vai a lugar nenhum sozinha", relata a mãe, que terá a identidade preservada por questões de segurança.
Sobre o suspeito, a mãe afirma que ficou surpresa. "Não esperava. Uma pessoa que devia nos proteger está praticando o mal. Graças a Deus já foi pego", diz. A mãe espera receber uma notificação nos próximos dias para prestar depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Extremoz, que abriu inquérito para investigar o caso.
Ao G1, Francisco Canindé de Araújo Silva, comandante geral da PM, explicou que pediu as imagens do circuito de segurança interna do supermercado para confirmar a identidade do suspeito. "O policial tem 22 anos de carreira, atualmente lotado no Batalhão de Choque. Nós já o identificamos. As imagens servirão como prova do ato", explicou.
O comandante afirmou também que será instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta do policial. "Ele já foi afastado das suas funções e vai responder criminalmente. Caso seja condenado, poderá até mesmo ser expulso da corporação", acrescentou.
A mãe da vítima acrescenta que a menina voltou ao supermercado com os avós e ficou assustada. "Ficou o tempo todo agarrada com eles. Não queria ficar lá. Na escola ela está sendo acompanhada e vai ter acompanhamento psicológico também", explica. Apesar de o caso ter acontecido no sábado, a família só conseguiu registrar boletim de ocorrência na segunda-feira (20).
'É crime e é grave', diz juiz
No início da semana, o juiz da Vara da Infância, José Dantas, analisou o vídeo que mostra o homem apalpando as partes íntimas da menina. Ele afirmou que "o fato se constitui crime e é grave".
"O fato é grave e é preciso tomar providências urgentes, principalmente para que isso não se repita", afirmou o magistrado. Ele acredita que o caso deva ser apurado com rigor pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público. O delegado Silvio Fernando, titular da delegacia de Extremoz, instaurou inquérito policial.
De acordo com o pai da menina, a criança estava no mercado acompanhada da mãe e um irmão de sete anos. Em determinado momento, a mãe se afastou da filha para concluir as compras e o sujeito se aproximou. As imagens do circuito interno de segurança mostram dois momentos diferentes em que o homem passa a mão nas partes íntimas da menina.
"Ela ficou com medo e só contou pra mãe na saída do mercado. Quando eu soube ainda saí com meu pai e meu irmão pra tentar encontrar o indivíduo, mas não o encontrei", disse o pai. Nesta segunda-feira o pai e a mãe da menina registraram a ocorrência na delegacia de Extremoz e comunicaram o fato ao Conselho Tutelar.
Felipe GibsonDo G1 RN



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