Policiamento segue reforçado em Copacabana, no Rio

O policiamento segue reforçado na manhã desta sexta-feira (25), nas imediações da Rua Sá Ferreira, um dos acessos à Favela do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade e por homens do Batalhão de Choque (BPChq) e Batalhão de Operações Especiais (Bope). Mas por volta das 7h20 desta sexta, o comércio da região ainda estava com as portas fechadas.

Na quinta-feira (24), a passeata que começou no fim do enterro do dançarino Douglas Rafael Pereira, o DG, do programa "Esquenta!", da TV Globo, teve confusão em Copacabana. Um menor foi detido e encaminhado para 13ª DP (Copacabana).

A Polícia Militar usou spray de pimenta e lançou bombas de efeito moral (com ação principal no barulho de sua explosão), segundo o comandante do 19º BPM (Copacabana), para conter tumulto na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das principais do bairro, que ficou interditada das 16h20 às 17h. Há informações de que a polícia também usou bomba de gás lacrimongêneo (provoca desconforto nos olhos e causa lágrimas e irritação na garganta). Manifestantes teriam jogado pedras em PMs e ordenado o fechamento do comércio.

Um internauta do G1 enviou novas imagens do tumulto. Nas imagens, um rapaz de agasalho branco e capuz dá um chute num policial, e logo depois começam a estourar as bombas de efeito moral. Um homem joga uma lixeira em direção aos policiais e mais bombas são lançadas. Começa uma correria e os manifestantes se dispersam para o interior da favela enquanto os policiais avançam.

Na quinta-feira (24), equipes da Polícia Civil estiveram no Pavão-Pavãozinho e foram até a creche. A polícia já sabe qual foi o caminho que DG fez enquanto corria do confronto entre traficantes e policiais militares na madrugada de terça-feira (22). Mas as informações ainda são mantidas em sigilo.

Oito dos nove policiais que participaram desse tiroteio já prestaram depoimento na 13ª DP (Ipanema) e as armas usadas por eles foram encaminhadas à perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A bala que atingiu o dançarino ainda não foi encontrada. Por isso, ainda não foi possível fazer o exame de confronto balístico.