Mulher fica ferida após ser atacada por macaco em parque de Maringá
Estimativa é que cerca de 150 macacos pregos vivem na cidade do Paraná.
Uma mulher de 52 anos foi mordida por um macaco enquanto passeava com a cunhada no Bosque Dois, em Maringá, no norte do Paraná, na quarta-feira (25). Claudineia Romera contou que caminhava no local pela manhã quando foi cercada por um grupo de macacos. Um deles a mordeu na panturrilha. A mulher foi até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi medicada.
“Nós estávamos caminhando e vimos uma família dando comida para alguns dos macacos. Depois, eles vieram para nosso lado e nos cercaram. Eram mais ou menos uns 20 animais. Foi quando um deles me mordeu na panturrilha”, disse. Claudineia, que é de Curitiba e está em Maringá a passeio, ficou preocupada com a situação. “As autoridades precisam tomar alguma medida de prevenção, porque isso pode acontecer com mais pessoas”, reclamou.
Segundo a bióloga Anna Christina Soares, gerente de meio ambiente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), os animais atacam geralmente quando parte do grupo é alimentado pelas pessoas. Para evitar esse problema, a Sema colocou dezenas de placas ao redor dos parques orientando a população a não dar comida aos macacos, mas muitas pessoas ainda insistem no hábito.
“As pessoas precisam entender que isso não faz bem para os animais. Uma porque podem causar problemas como esse ataque. Também porque cria o hábito dos macacos saírem da mata e irem em busca desses alimentos, correndo o risco de ser atropelados por carros”, explicou Anna Christina Soares.
O hábito da população de distribuir comida nos parques também é apontado como uma das principais causas para o aumento das famílias de primatas na cidade. A estimativa é que cerca de 50 macacos vivem no Bosque Dois, de acordo com a bióloga, e outros 100 no horto florestal da cidade. Como não há predadores naturais para esses animais, biólogos acreditam que esse número pode se multiplicar nos próximos anos.
Anna Christina informou que está sendo elaborado um projeto para a instalação de um centro de triagem de animais silvestres na cidade. Com isso, a secretaria espera reduzir o número de macacos. No entanto ainda não há previsão de quando o espaço estará pronto.
Rodrigo SavianiDo G1 PR




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