Atividade industrial recua 1,5% no terceiro trimestre, revela CNI
Horas trabalhadas na produção recuaram 0,5% no mês retrasado.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou nesta sexta-feira (8) que o nível de atividade industrial, medido por meio das horas trabalhadas na produção, registrou queda de 1,5% no terceiro trimestre deste ano, ao mesmo tempo em que o faturamento avançou 0,4% e o emprego industrial registrou expansão de 0,3% no mesmo período.
Os indicadores industriais de setembro, por sua vez, mostraram queda no nível de atividade, ainda de acordo com a entidade. O faturamento da indústria recuou 2,5% no mês retrasado e as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 0,5% no mesmo período. Já o emprego industrial ficou relativamente estável, com aumento marginal de 0,1%.
No acumulado do ano, os números ainda são positivos. De acordo com a CNI, o faturamento real subiu 4,9% neste ano, até setembro (maior variação para o período desde 2010, quando subiu 11,1%), enquanto que as horas trabalhadas na produção tiveram relativa estabilidade, com alta de 0,1%, e o emprego industrial avançou 0,6%.
"Haverá um crescimento da indústria neste ano. Infelizmente, ainda não é na intensidade que a indústria gostaria de perceber", avaliou o economista da CNI, Marcelo de Ávila. O quadro atual representa melhora frente ao ano passado, quando a atividade industrial registrou queda de 1,7%.
Expectativa de melhora
Para o gerente-executivo de Pesquisa da entidade, Renato da Fonseca, o aumento do emprego industrial neste ano, apesar de a atividade ainda estar fraca, se deve à falta de mão de obra qualificada e à expectativa de melhora em 2014. "O efeito câmbio [dólar mais alto] estimula a competição com importados. A expectativa é de um ano [de 2014] melhor, e que a indústria possa retomar o crescimento", avaliou.
Uso do parque fabril
O nível de uso do parque fabril da indústria (capacidade instalada) somou 81,9% em setembro, contra 82,1% no mês anterior. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, este é o menor patamar para este indicador registrado neste ano. No terceiro trimestre, o nível de uso do parque fabril da indústria recuou 0,4 ponto percentual.
Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
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