Mesmo livre da aftosa, Piauí não pode exportar gado para todo o país

Criador diz que situação gera prejuízos para pecuaristas piauienses.

Os criadores de gado no Piauí ainda não podem vender seu rebanho para os principais centros consumidores do país. O estado alcançou o status de área livre da aftosa, mas ainda precisa atingir alguns critérios para conseguir o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A expectativa é que o estado tenha essa condição apenas em 2014.

Segundo o criador André Nogueira, até o recebimento do reconhecimento internacional os pecuaristas do estado vão continuar tendo prejuízos. “Nossos animais não podem adentrar em estados que são livres por vacinação e que possuem reconhecimento internacional. Precisamos disso para que possamos vender nossos animais. A necessidade é realizar um intercâmbio.  Compramos desses estados, mas não podemos vender e isso nos acarreta um prejuízo financeiro muito grande“, declarou.

No Brasil, as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Pará e os estados da Bahia e Sergipe já possuem o reconhecimento da OIE. Para o diretor da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), José Antônio Filho, a exigência do Ministério da Saúde foi uma surpresa.

“O ministro da agricultora trouxe o certificado de área livre da aftosa com vacinação. Nós fomos pegos de surpresa como essa condição de que para levar o gado para os estados com certificação internacional tem que fazer uma sorologia e fazer uma quarentena”, disse.

Ainda de acordo com o diretor, o estado só deve obter o reconhecimento provavelmente daqui a sete meses. “Em fevereiro, uma missão da Organização Mundial de Saúde Animal para fazer uma auditoria nos estados do Nordeste, onde o Piauí está incluído. E só em maio, o certificadoserá liberado para área livre com reconhecimento internacional”, explicou.

Do G1 PI