BALANÇO
Brasília. O dólar encerrou a semana em queda após cinco altas consecutivas. A moeda norte-americana fechou em R$ 2,288 ontem, com recuo de 0,61% em relação ao encerramento da última quinta-feira (1°). No primeiro dia de agosto, a moeda havia ultrapassado os R$ 2,30 pela primeira vez desde 31 de março de 2009, fechando o dia cotada em R$ 2,302.
As oscilações do dólar são causadas pelo temor dos investidores de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) retire os estímulos monetários à economia dos Estados Unidos por entender que ela não necessita mais de suporte. Ontem, o mercado mostrou-se indeciso quando aos dados da maior economia do planeta. O ritmo de contratações diminuiu em julho naquele país, mas a taxa de desemprego recuou para o menor nível em quatro anos.
Mais suporte para os EUA
Após reunião na quarta-feira (31), o Fed informou que a economia dos Estados Unidos ainda precisa de suporte, o que foi interpretado como sinal que não haveria uma retirada imediata do apoio aos EUA.
Para o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, a volatilidade da moeda norte-americana prosseguirá até o Banco Central do país, o Fed, efetivamente promover a desativação dos estímulos.
Ajuda externa para o BC
Mais uma vez o Banco Central contou com a ajuda externa para segurar o dólar, embora a atuação da autoridade monetária mais cedo também tenha contribuído para manter a trajetória de desvalorização da moeda americana ante o real, por meio de um leilão de swap cambial.
O dólar à vista no balcão fechou cotado a R$ 2,2790, em baixa de 1,04%, na maior queda em termos porcentuais desde 17 de julho (quando recuou 1,20%). Na máxima do dia, logo após a abertura, o dólar alcançou R$ 2,3120 (+0,39%), enquanto, na mínima, a divisa bateu R$ 2,2770 (-1,13%).
Na semana, no entanto, o dólar acumula valorização de 1,06% ante o real. O dólar pronto na BM&F teve queda de 0,57%, a R$ 2,2855, com apenas dois negócios registrados. No mercado futuro, a moeda para setembro era cotado a R$ 2,2995, em baixa de 0,84%.
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em outubro de 2013 (63.705 contratos negociados) estava em 8,52%, ante 8,49% do ajuste de ontem. Já a taxa do DI para janeiro de 2014 (205.610 contratos) marcava 8,90%, ante 8,91% do ajuste, enquanto o contrato para janeiro de 2015 (366.135 contratos) tinha taxa de 9,72%, ante 9,84%. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (181.015 contratos) marcava 10,86%, ante 11,08%, e o contrato para janeiro de 2021 (5.110 contratos) tinha taxa de 11,16%, ante 11,35%.
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