Marina defende impeachment e responsabiliza Temer por crise

Nem Dilma, Nem Temer. Por uma nova eleição!

[caption id="attachment_126966" align="alignleft" width="300"]-23 Marina defende impeachment e responsabiliza Temer por crise Ex-senadora Marina, propõe novas eleições imagem:CearáAgora[/caption] A ex-senadora Marina Silva que, em 2014, concorreu ao Palácio do Planalto, defendeu, nesta segunda-feira, em nota da Rede Sustentabilidade, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e responsabilizou o vice-presidente Michel Temer (PMDB) pela crise política do País. A Câmara Federal foi aprovou, na noite desse domingo, por 467 votos a favor e 137 contra, a abertura do processo de impeachment da presidente da República. O processo de afastamento de Dilma entra na agenda do Senado e, nesta segunda-feira, o presidente da Mesa Diretora, Renan Calheiros, começou a discutir o rito a ser adotado para criação da comissão especial que irá analisar as denúncias de crime de responsabilidade cometida pela presidente. Marina defende a realização de novas eleições e faz o discurso que, nem momento, ‘’Nem Dilma, nem Temer. Por uma nova eleição’’. Segundo a ex-senadora, que representou o Estado do Acre no Senado por 8 anos e, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, ocupou o cargo de Ministra do Meio Ambiente, a solução para a crise política e econômica passa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE, conforme Marina, precisa ter o sentido de urgência para julgar o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer e convocar novas eleições. ‘’A solução passa pela Justiça Eleitoral, que investiga o uso de dinheiro da corrupção para a campanha de Dilma e Temer. A Rede Sustentabilidade confia que o Tribunal Superior Eleitoral julgará com a celeridade possível as denúncias de fraude eleitoral da chapa Dilma/Temer nas eleições de 2014, devolvendo à sociedade o poder de decidir o futuro do país. Afinal, os fiadores da Operação Lava-Jato somos nós, cidadãos e cidadãs, os únicos capazes de escolher um governo com credibilidade para tirar o país da crise’’, expôs a ex-senadora. ÍNTEGRA DA NOTA DE MARINA SILVA A Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do pedido de impeachment contra a presidente Dilma e o processo deve seguir para o Senado, de acordo com o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. A Rede Sustentabilidade já havia se posicionado, depois de intensa discussão, pela admissibilidade do impedimento, pois compreende que existem elementos que justificam a abertura de processo de crime de responsabilidade previsto na constituição. No entanto, é importante reforçar que, se o instrumento do impeachment cumpre a formalidade legal, não alcança ainda a finalidade de resolver a grave crise política, econômica, social e ambiental em curso. Há clareza na sociedade de que o partido do vice-presidente Temer é tão responsável pela crise política, ética e econômica quanto o partido da presidente Dilma. Também há clareza de que Eduardo Cunha não pode continuar na presidência da Câmara dos Deputados e que Renan Calheiros não pode continuar na presidência do Senado, pois ambos estão profundamente envolvidos nos fatos que vem sendo revelados. Lideranças políticas do Brasil estão envolvidas em corrupção e querem usar o poder para se esconder das denúncias da operação Lava Jato. Embora hoje se digladiem, há bem pouco tempo os mesmos envolvidos estavam juntos e gestaram o caos atual, pela corrupção, pela incompetência, pelas artimanhas políticas. PT e PMDB são faces de uma mesma moeda, são complementares na sua determinação de manter de pé a política ultrapassada e corrosiva. A solução passa pela Justiça Eleitoral, que investiga o uso de dinheiro da corrupção para a campanha de Dilma e Temer. A Rede Sustentabilidade confia que o Tribunal Superior Eleitoral julgará com a celeridade possível as denúncias de fraude eleitoral da chapa Dilma/Temer nas eleições de 2014, devolvendo à sociedade o poder de decidir o futuro do país. Afinal, os fiadores da Operação Lava-Jato somos nós, cidadãos e cidadãs, os únicos capazes de escolher um governo com credibilidade para tirar o país da crise. O TSE precisa ter o sentido de urgência para julgar o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer e convocar novas eleições. A população tem o direito de dar a palavra final, agora sabendo de tudo o que ficou oculto em 2014, e escolher um novo governo para coordenar os imensos esforços que o Brasil terá de fazer para tirar o país da crise. A saída passa pelo TSE Nem Dilma, Nem Temer. Por uma nova eleição!