Polícia Federal indicia mais 22 investigados na Operação Lava Jato

Três ex-deputados federais estão na lista: André Vargas, que era do PT, Luiz Argolo, afastado do Solidariedade e Pedro Corrêa, do Partido Progressista.

A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira (11) mais 22 pessoas investigadas na Operação Lava Jato. Entre elas três ex-deputados federais. Os três estão presos há um mês em Curitiba. André Vargas, que era do PT, Luiz Argôlo, afastado do Solidariedade, e Pedro Corrêa, do Partido ôProgressista. Eles foram presos na 11ª fase da Operação Lava Jato, que apura fraudes que foram além da Petrobras e chegaram a contas de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas a André Vargas recebiam repasses da Caixa e do Ministério da Saúde por meio da agência de publicidade Borghi Lowe Propaganda e Marketing, dirigida na época por Ricardo Hoffmann, que também foi indiciado. A agência teve contratos com o governo federal entre 2010 e 2014. Os outros dois ex-deputados, de acordo a denúncia, foram indiciados porque teriam recebido dinheiro desviado da Petrobras. Pedro Corrêa receberia valores mensais. A participação dele e de Luiz Argôlo foi apontada pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, que fizeram acordo de delação premiada. Os três ex-deputados foram indiciados por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude a licitação e organização criminosa. Parentes e ex-assessores deles também foram indiciados. A conclusão dos sete inquéritos já está no Ministério Público Federal, que agora vai formular as denúncias para encaminhá-las à Justiça. A defesa de Pedro Corrêa disse que vai questionar a competência da Polícia Federal para indiciar o ex-deputado. Os advogados de André Vargas e Ricardo Hoffman não quiseram se pronunciar. O Jornal Nacional não conseguiu contado com o advogado de Luiz Argôlo.