Deputado vê injustiça em exigências à gestão

Em resposta a Danniel Oliveira, Fernando Hugo avaliou ainda ser cedo para fazer cobranças excessivas a Camilo

Fernando Hugo destacou o editorial publicado, ontem, no Diário do Nordeste para alertar que ainda é preciso ressaltar o corte nos repasses - FOTO: ÉRIKA FONSECA RESPOSTA ÀS CRÍTICAS Em resposta a Danniel Oliveira, Fernando Hugo avaliou ainda ser cedo para fazer cobranças excessivas a Camilo Após Danniel Oliveira (PMDB) cobrar em pronunciamento o cumprimento de promessas de campanha do governador Camilo Santana (PT), o deputado Fernando Hugo (SD) afirmou, ontem, ser ainda muito cedo para fazer esse tipo de exigência à gestão. Ressaltando que o colega estava cumprindo seu papel de oposição, o parlamentar afirmou ser necessário que opositores e governistas se unam em prol do Estado. "As imprecações do deputado foram bem postadas como opositor, embora ainda muito precoce. Em 90 dias, não dá sequer para o governador esquentar a cadeira", ponderou Fernando Hugo. O deputado destacou o editorial publicado na edição de ontem do Diário do Nordeste, "Cortes federais à vista", para alertar que o Governo do Estado terá dificuldades de caixa com a diminuição de repasses provenientes da União. O parlamentar ressaltou que o Estado do Ceará, que já é pobre, poderá ficar com uma situação ainda mais difícil ao ver cortados fluxos financeiros que mantêm obras importantes, como o Cinturão das Águas. Custeio "Não sei como hospitais como os de Quixeramobim, de Juazeiro do Norte, vão pagar o custeio e a manutenção para garantir o funcionamento básico. Não há repasse, o governo fechou. A situação é terrível", lamentou. Parafraseando o editorial, o parlamentar apontou que mudanças no plano de investimentos do País estão ocorrendo para reordenar as contas públicas, o que acaba aumentando os obstáculos dos estados e municípios para obter recursos. "É aí que vem o grande problema em criticar por apenas por criticar. É bonito demais ser opositor, é gostoso demais. Mas é preciso que se tenha a coragem de dizer que não é culpa do prefeito ou do dr. Camilo", apontou. Hugo destacou ser visível a dificuldade na área da Saúde e ponderou que o secretário da Fazenda, Mauro Filho, "deve estar rezando todo dia para que haja uma metamorfose na situação econômica para que o Estado possa, pelo menos, não fechar escolas e hospitais", disse. Ele destacou as ações do prefeito Roberto Cláudio (PROS) em construir postos de saúde bem estruturados, mas que, sem recursos para manutenção, ficam sem médicos ou remédios. O deputado ainda criticou a decisão do Ministério da Educação em trazer para o Estado mais cinco cursos de Medicina, destinados a diferente regiões do território cearense, uma vez que já não há hospital de referência para internato e residência. Em aparte, a deputada Silvana Oliveira (PMDB) afirmou ter ido visitar o Hospital Geral e ter encontrado pessoas internadas em cadeiras de roda. "Está nítida que foi segura essa situação (econômica) até as eleições. Dizia-se que nenhum programa social ia sofrer, que não ia ter corte. É preciso alertar a população", apontou a parlamentar. Já a deputada Rachel Marques (PT) pediu ao colega para não "apostar no caos" e garantiu que os recursos estão sendo enviados. "Acredito na presidenta e sei que, com serenidade, ela vai superar esse momento. Os recursos, os compromissos, estão sendo cumpridos. As obras estão sendo executadas", defendeu a parlamentar.