Dilma assinará contratos para obras de mobilidade e abastecimento em SP
Obra para abastecer região metropolitana não integra pacote contra crise.
A presidente Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinarão nesta quinta-feira (4) contratos no valor de R$ 5,8 bilhões para obras de mobilidade e abastecimento de água no estado, informou nesta quarta (3) o “Blog do Planalto”, vinculado à Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Este será o segundo encontro entre Dilma e Alckmin nas últimas semanas. Após as eleições, o governador de São Paulo esteve em Brasília para discutir com a presidente oito projetos do estado para resolver a crise no abastecimento – ele disse a jornalistas depois do encontro que o estado precisa de R$ 3,5 bilhões para as obras.
De acordo com a nota divulgada pelo “Blog do Planalto”, dos R$ 5,8 bilhões, R$ 3,2 bilhões serão destinados a obras de mobilidade urbana no estado e R$ 2,6 bilhões, a obras do Sistema Produtor São Lourenço, administrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Apesar de contribuir para o abastecimento da região metropolitana, a obra não faz parte do pacote de obras solicitados por Alckmin ao governo federal.
Segundo o blog vinculado à Presidência, o volume de recursos contratos relacionados a mobilidade urbana é composto por R$ 1,4 bilhão do Orçamento Geral da União – quando há o repasse sem a necessidade de pagamento pelo estado – e R$ 1,8 bilhão em contrapartida estadual.
As obras que receberão esses recursos são: reforma e modernização das estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM); implantação da Linha 13 do Trem de Guarulhos; extensão da Linha 9 Grajaú-Varginha; e o projeto para o BRT Metropolitano – Praia Grande / São Vicente e Terminais (EMTU).
Os outros R$ 2,6 bilhões serão investidos em obras do Sistema Produtor de Água de São Lourenço, por meio de Parceria Público-Privada (PPP), que tem capacidade para atender 1,5 milhão de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Nas PPPs, as empresas são pagas diretamente pelo governo para realizar uma tarefa e podem também obter parte do retorno financeiro explorando o serviço.
Filipe MatosoDo G1, em Brasília



Comentários