Araçatuba - Polícia vai investigar destino de R$ 10 milhões roubados em mega-assalto

Polícia suspeita que quadrilha agiu em roubos no Paraguai

[caption id="attachment_146632" align="alignleft" width="300"] Polícia suspeita que quadrilha envolvida em mega-assalto agiu em roubos no Paraguai[/caption] Polícia vai investigar destino de R$ 10 milhões roubados em mega-assalto a empresa de valores de Araçatuba Próxima fase da operação Homem de Ferro, que prendeu 22 pessoas nesta quinta-feira (28), vai investigar destino da quantia levada no mega-assalto em outubro de 2017. Por G1 Rio Preto e Araçatuba O destino dos R$ 10 milhões roubados durante o mega-assalto a empresa de valores de Araçatuba (SP) será investigado pela Polícia Civil durante a próxima fase da operação Homem de Ferro. Nesta quinta-feira (28), 22 pessoas foram presas durante a operação, 16 delas por mandados de prisão temporária, suspeitas de integrarem a quadrilha. As outras seis pessoas foram presas em flagrante. “O próximo passo agora é ouvir os presos e analisar os materiais apreendidos e, com isso, iniciar uma nova investigação em busca de mais suspeitos. A polícia vai investigar os bens adquiridos com o valor roubado, como imóveis, carros ou outros bens. Se ficar constatado o uso do dinheiro, vamos pedir os sequestros dos bens”, explica o delegado Paulo Natal. [caption id="attachment_146630" align="alignleft" width="300"] Homem preso em Araçatuba durante a operação Homem de Ferro, que busca envolvidos em assalto a Protege (Foto: Reprodução/TV TEM)[/caption] Um dos presos é suspeito de ter matado o policial civil André Luís Ferro durante a ação. Ele foi preso em Rio Claro (SP) e, segundo a polícia, com ele foi encontrado R$ 30 mil. O nome da operação é uma referência ao super herói e também ao sobrenome do policial. Além das prisões, foram apreendidos sete quilos de maconha, 1,2 quilo de cocaína, quatro revólveres, uma pistola e uma espingarda. A polícia também apreendeu dinheiro com os suspeitos presos, totalizando R$ 45,9 mil. A operação contou com 600 policiais e 150 viaturas, além do helicóptero Pelicano da Polícia Civil. [caption id="attachment_146633" align="alignright" width="300"] Quadrilha queimou na época um caminhão para impedir a passagem de carros da polícia (Foto: Arquivo Pessoal)[/caption] Segundo as investigações, entre outros crimes que parte dessa quadrilha tenha participação estão roubos a banco ou empresas de valores em Uberaba (MG), Santos (SP), Rio Claro, Piracicaba (SP), Campinas e inclusive em Ciudad del Este, no Paraguai. A polícia acredita que ao menos 50 pessoas tenham participado direta ou indiretamente do assalto em Araçatuba. Ainda segundo o delegado, a quadrilha era organizada e teria planejado o mega-assalto à empresa de valores de Araçatuba com pelo menos um mês de antecedência. Já os policiais investigaram o caso durante nove meses. Na operação, além das prisões, a Justiça expediu 24 mandados de prisão temporária e 147 de busca e apreensão que foram cumpridos nos estados de Goiás, Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso do Sul e São Paulo, incluindo a região de Araçatuba. [caption id="attachment_146634" align="alignleft" width="300"] Parte de prédio da empresa de valores Protege ficou destruída (Foto: Arquivo pessoal)[/caption] Outros crimes De acordo com a Polícia Civil de Araçatuba, além de roubar empresas que transportam valores, a quadrilha também pratica outros crimes, como tráfico de drogas, assalto a bancos, roubo de cargas. “Essa organização é perigosa e tem muito poder econômico por outros crimes, como roubo de banco, roubam carga todo dia em São Paulo. Então eles têm dinheiro para fazer uma ação como essa. Porque precisa de muito dinheiro para fazer um assalto desse porte”, diz o delegado. O assalto O crime aconteceu em outubro do ano passado. Os criminosos agiram ao mesmo tempo em três locais de Araçatuba. Parte da quadrilha foi para a empresa de valores e usou explosivos para entrar no prédio e abrir os cofres.