DF - Homem mata mulher na frente do filho de 2 anos, e se suicida

Servidor estava em processo de separação com a mulher

[caption id="attachment_143603" align="alignleft" width="300"] Arma usada no crime pelo servidor, em Ceilândia, no DF (Foto: Polícia Militar/Divulgação) [/caption] DF - Servidor mata mulher na frente do filho de 2 anos, e se suicida Casal estava em processo de separação, diz polícia. Homem vestia uniforme da empresa no momento dos tiros. Por Letícia Carvalho e Michele Mendes, G1 DF e TV Globo Servidor do Metrô mata mulher a tiros e tira a própria vida em Ceilândia, no DF Um homem de 38 anos matou a mulher, Mary Stella dos Santos, de 32, a tiros e se matou em seguida na tarde desta sexta-feira (16) em Ceilândia, no Distrito Federal. O revólver usado no crime foi apreendido. Júlio Cesar dos Santos era piloto do Metrô e, no momento do assassinato, estava usando uniforme da empresa. Em nota, o Metrô confirmou que Júlio Cesar Santos trabalhava na companhia desde junho de 2010. A empresa afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso. A PM informou que que o casal estava em processo de separação. Segundo a corporação, o filho de 2 anos acabou presenciado o crime. A criança foi levada para a casa de um vizinho, policial militar da reserva. Vizinha da famíia, Maria de Jesus Cortez contou à TV Globo que ela ligou para a polícia após ouvir uma discussão. “Eu que liguei para a polícia porque os dois estavam brigando. A esposa dele pediu socorro pelo portão, mas ele atirou pelas costas e depois se matou na frente do filho de 2 anos. Eles brigavam sempre e tinham voltado o relacionamento há poucos dias." Uma equipe do Samu foi acionada e, até a publicação desta reportagem, permanecia no local. O caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia e deve ser registrado como feminicídio. Dois casos de feminicídio no DF em menos de 15 dias Em 5 de março deste ano, Romilda Souza, de 40 anos, foi assassinada pelo marido dentro do apartamento onde a família morava, na 406 Sul, em Brasília. De acordo com a polícia, Elson Martins da Silva, de 39 anos, deu quatro tiros na mulher e depois cometeu suicídio. Os dois estavam no quarto do casal e os filhos, de 3 e 4 anos, em um cômodo ao lado, acompanhados da avó. Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher". Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação, aponta o Ministério Público. Feminicídio no DF Em 2017, o Distrito Federal registrou 84 atentados à vida de mulher devido a gênero, entre tentativas e casos consumados. O número foi mais dobrou em relação a 2016 – em 78% dos casos, o crime foi dentro da casa da vítima. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, esse aumento se deu porque houve, desde março do ano passado, uma mudança metodológica nos registros. Desde então, todo homicídio de mulher já entra no sistema como feminicídio. Cabe ao processo de investigação, definir se ele será "rebaixado" ou não. De acordo com a lei 13.104/2015, feminicídio é o assassinato de mulheres em contexto de "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher."