Polícia apreende CPs da Mancha após morte de fundador, em SP
Polícia apura a morte do fundador da Mancha
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Moacir Bianchi foi encontrado morto com 22 perfurações de bala no carro que dirigia na Avenida Presidente Wilson (Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo)[/caption]
Polícia apreende computadores da Mancha em investigação sobre morte de fundador
Moacir Bianchi foi assassinado na madrugada de quinta-feira (2) na Zona Sul de São Paulo.
Por G1 São Paulo
Justiça decreta sigilo da investigação do assassinato de Moacir Bianchi
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu na noite de sexta-feira (3) computadores e documentos na sede da torcida Mancha Alviverde, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, segundo apurou neste sábado (4) o SPTV. A Justiça decretou o sigilo da investigação sobre a morte de um dos fundadores da torcida, Moacir Bianchi, assassinado com 22 tiros na madrugada de quinta-feira (2). Imagens registraram o crime.
Os investigadores buscam registros nos computadores e documentos que ajudem a esclarecer o caso. A polícia apura se possíveis disputas dentro da torcida seriam o motivo da morte de Bianchi.
Um pouco antes do crime, ele participou de uma reunião na sede da torcida. O clima foi tenso, segundo áudios de participantes divulgados na internet. A polícia investiga se ali ele já estava jurado de morte e pretende ouvir na próxima semana as pessoas que estavam na reunião.
Uma das gravações descreve um clima tenso entre Bianchi e Anderson Nigro, o Nando, atual presidente da torcida. A suspeita da polícia é que uma facção criminosa estivesse tentando controlar a atual diretoria e Bianchi, um dos fundadores, era contra.
“O Nando tava completamente alterado, meu, chamando o Moacir de bêbado, de drogado. Nessa, esse irmão, ele tá falando que ele se apresentou não sei o quê, já tava todo arrogante, mano, falando: ‘que aqui é o comando’, que não sei o quê, certo? ‘quem você acha que é você pra tomar a torcida?’ aí o Moacir falou: ‘ninguém quer tomar a torcida não, sou fundador’. Ele virou pro Moacir e falou assim: ‘ó, se até o fundador do Comando já morreu, você acha que você não vai morrer?’”, diz um dos áudios.
Outra gravação afirma que houve uma discussão. "Falaram que não tinha que resolver p... nenhuma, que agora a Mancha era do crime, não tinha mais nada de torcida lá". Em uma terceira gravação, outro suposto participante diz que haverá vingança. "Toda essa bandidagem...os "cara" vão ser tombados. Não é promessa. É juramento."
O SPTV tentou contato com Anderson Nigro, mas ele não atendeu às ligações. A polícia também investiga outros possíveis motivos para o crime: Moacir Bianchi era dono de uma casa noturna e de um comércio em Guarujá, no litoral.



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