Depois de ‘maior chuva em dez anos’, Belém segue sob alerta e pode ter novo dia de temporais nesta terça
Em menos de 24 horas, foram registrados 150 mm, sendo 100 mm concentrados em apenas seis horas
Previsão indica até 100 mm de chuva e ventos de até 100 km/h; capital paraense ainda lida com impactos de alagamentos após registrar 150 mm em menos de 24 horas
Por O Globo — Rio de Janeiro 21/04/2026
Prefeitura de Belém decreta emergência após fortes chuvas — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Belém deve enfrentar mais um dia de tempo instável nesta terça-feira (21), após o temporal histórico que levou a prefeitura a decretar estado de emergência no domingo. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica risco de novas chuvas intensas na capital paraense e em outras áreas do Norte, com volumes que podem chegar a 100 milímetros ao longo do dia, além de ventos de até 100 km/h.
O cenário mantém em alerta a região metropolitana, ainda impactada pelos efeitos da chuva do fim de semana, considerada pelo prefeito Igor Normando como a mais forte dos últimos dez anos.
— Nos últimos 10 anos, foi a maior chuva. Choveu 100 mm em apenas seis horas. Mas a gente tá atuando de forma firme e rápida para garantir a desobstrução dos canais que porventura tiveram alagamento grande, os bueiros também na cidade, garantindo que a gente tenha assistência social para as pessoas vivendo em condição de rua, garantindo com a Defesa Civil o atendimento das pessoas que precisam nesse momento de um acolhimento mais forte do poder público — disse o prefeito.
Em menos de 24 horas, foram registrados 150 mm, sendo 100 mm concentrados em apenas seis horas, o que provocou alagamentos em diversos bairros e dificultou o escoamento da água, agravado pela maré alta.
Para esta terça, o Inmet mantém o alerta laranja, classificado como de perigo, com previsão de precipitações entre 30 e 60 mm por hora. O volume elevado em curto intervalo de tempo aumenta o risco de novos pontos de inundação, especialmente em áreas que já apresentam solo encharcado e sistemas de drenagem sobrecarregados.
Bairros como Terra Firme, Tapanã, Jurunas e Pedreira, que já sofreram com ruas alagadas e casas inundadas, seguem em situação de atenção. Municípios vizinhos, como Ananindeua e Marituba, também podem ser novamente afetados.
Desde o decreto de emergência, a prefeitura afirma manter equipes mobilizadas para ações de limpeza de canais e bueiros, além de reforço no atendimento às famílias atingidas. A Defesa Civil segue coordenando um comitê integrado com apoio do Corpo de Bombeiros para responder rapidamente a novos chamados.
Diante da previsão, autoridades reforçam orientações à população, como evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores durante rajadas de vento e desligar aparelhos elétricos em caso de tempestades mais intensas. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
A expectativa é que a instabilidade persista ao longo da semana em partes do Pará, mantendo o risco de transtornos em uma cidade que ainda tenta se recuperar dos efeitos de um dos temporais mais severos da última década.
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