Óleos essenciais são usados como alternativas naturais no tratamento de diversas doenças
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Cada óleo tem função específica e, por isso, deve ser orientada por um profissional habilitadoJosé Leomar[/caption]
Pontos positivos desses compostos naturais atraem, mas é preciso cautela em relação a sua aplicação e qualidade
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A partir de experiência pessoal bem-sucedida, a advogada Beatriz Lopes, 30 anos, iniciou a busca pela medicina não-alopática e hoje também atua como aromatólogaFoto: Acervo Pessoal[/caption]
Poucas gotas diluídas na água e o cheiro agradável que remete à natureza. Os óleos essenciais, líquidos altamente concentrados, extraídos das plantas, podem até ser lembrados pelo efeito aromatizador, mas engana-se quem só relaciona o seu uso ao ambiente externo. Essas substâncias naturais ajudam na prevenção de doenças, exercem influência sobre as emoções e promovem sensação de bem-estar.
A advogada Beatriz Lopes, 30 anos, encontrou o alívio de dores persistentes por meio da utilização destes óleos. Em 2015, durante uma viagem, ela teve o primeiro contato com a aromaterapia. "Eu tinha problemas com cólicas menstruais e não aguentava mais tomar remédios. Com a aplicação local e a inalação dos óleos, consegui ter regulação hormonal. Já não tenho mais dor". A partir da experiência, Beatriz iniciou a busca pela medicina não-alopática, que dispensa remédios tradicionais, e hoje também atua como aromatóloga.
Para se ter dimensão do poder dessas gotinhas, um frasco de óleo essencial tem cerca de 80 princípios ativos. De acordo com a terapeuta holística Tatiana Pavarino, dependendo do nível de pureza, que varia com a marca do produto, os benefícios se estendem. "Óleos essenciais puros são antivirais, antibacterianos, antifúngicos e antiparasitários. Eles beneficiam o físico, tratando enfermidades simples, a exemplo da gripe, e complexas, como depressão. Também podem ajudar a manter o foco e a concentração, acalmar e dar mais energia".
Em família
Há cerca de um ano, o farmacêutico Tales Alves, 43 anos, conseguiu controlar a ansiedade e a falta de sono, também por meio dos óleos essenciais. "Senti muitos benefícios. Atualmente, durmo a noite toda com as gotas de lavanda búlgara no travesseiro e relaxo de uma forma espetacular usando o olíbano antes de sair de casa", relata.
Diante dos resultados positivos, Tales compartilhou a descoberta com a família. Sua esposa sofria com dores articulares relacionadas à febre reumática e quando ela passou a usar os óleos reduziu a ingestão de anti-inflamatórios. Já a filha adolescente, tinha infecções constantes na garganta e, após o contato com estas substâncias naturais, sua imunidade aumentou. "As duas sofriam com processo alérgico, mas com o uso do óleo de limão siciliano, todos os dias, isso não é mais sentido por elas".
Os pontos positivos desses compostos naturais atraem, mas é preciso cautela em relação a sua aplicação e qualidade. Os óleos essenciais não substituem os medicamentos tradicionais, porém, com o uso correto e acompanhamento de um médico e um profissional da aromaterapia, a redução desses elementos alopáticos acontece naturalmente.
Aromáticos
A terapeuta holística Tatiana Pavarino alerta que cada óleo tem uma função específica e, por isso, deve ser orientada por um profissional habilitado. Entretanto, o uso dos óleos varia entre a forma aromática, tópica e interna.
"Se a escolha for pela opção aromática, pingam-se algumas gotas do óleo no difusor de ambientes, a fim de purificar o espaço ao mesmo tempo em que o corpo absorve as propriedades pelo olfato, limpando as vias respiratórias". Segundo ela, como os óleos são voláteis, eles conseguem circular facilmente no local. "Também pode-se fazer a inalação direta, pingar na mão e cheirar ou colocar no chão do banheiro durante o banho".
No uso tópico, o óleo entra rapidamente na corrente sanguínea. A aplicação na pele pode ser feita diretamente ou com a diluição em óleo de coco extravirgem. Essa opção é muito recorrente nos tratamentos de estética. "Também pode-se usar o óleo de semente de uva para diluir, porém é importante lembrar que outros óleos vegetais e minerais, como o de amêndoas e oliva, podem causar interferência no efeito do óleo essencial".
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O óleo entra rapidamente na corrente sanguínea no uso tópicoFoto: José Leomar[/caption]
Já por via interna, o óleo pode ser ingerido com água, na comida (durante o preparo de alimentos) ou diretamente na boca. A terapeuta alerta que apenas óleos permitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devem ser consumidos, do contrário pode ocasionar complicações à saúde. "Quando ingerido com água, a recomendação é tomar os óleos misturados com 120 ml de água num copo de vidro. O plástico contamina o óleo e também pode ser corroído pelo alto teor de pureza de alguns óleos", orienta.
Em relação à qualidade do produto, Tatiana afirma que uma pesquisa deve ser realizada antes da aquisição. "Muitos óleos são obtidos de forma traiçoeira com a planta, o que não só desrespeita o processo de tratamento, como também o de pureza, impedindo a ingestão deles", alerta.
Existem alguns testes que podem ser feitos para verificar a qualidade. "Passe o óleo na mão. Quanto mais puro, menos a pele ficará melada, pois quando é puro, o corpo o absorve rapidamente. Outra forma é misturá-lo com água. Se mudar de cor, não é puro".