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Drone observou a fuga de criminosos (Foto: Reprodução/TV Globo)[/caption]
Drone ajudou a localizar bandidos em fuga da Praça Seca para o Lins
Oito homens foram mortos, entre eles o chefe do tráfico em complexo de favelas da Zona Oeste
Por Diego Haidar, RJ2
Um drone foi fundamental na operação das forças de segurança nos complexos de favelas da Praça Seca, na Zona Oeste, e do Lins, na Zona Norte. Pelas imagens aéreas os agentes puderam ver para onde os bandidos estavam indo. Oito homens foram mortos, e 22, presos.
O cerco às comunidades São José Operário, Bateau Mouche, Caixa D'Água, Chacrinha, Mato Alto, Covanca e Pendura-Saia começou na noite de sexta-feira (18); na manhã deste sábado, homens das unidades de Polícia Pacificadora do Lins interceptaram os suspeitos em fuga. Houve tiroteio.
Praça Seca e Lins estão separados por pelo menos seis quilômetros de trilhas em serra e mata fechada, mas o drone ajudou na estratégia. Imagens eram transmitidas para um caminhão de comando e controle estacionado na Rua Cândido Benício, que corta a Praça Seca.
Informações relevantes eram repassadas imediatamente por um rádio, e onde não havia sinal a operação instalou antenas. Os militares também conseguem monitorar a localização de cada um da equipe.
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Doleiro preso na 'Câmbio, Desligo' tentou esconder R$ 35 mil da PF
Defesa de Nei Seda pediu a revogação da prisão, mas juiz Marcelo Bretas negou, alegando que suspeito tentou 'ludibriar a Justiça'.
Por Marcelo Gomes, GloboNews
Justiça do Rio nega liberdade a doleiro que tentou esconder dinheiro
O juiz Marcelo Bretas negou nesta sexta-feira (18) pedido de revogação da prisão do doleiro Nei Seda, um dos alvos da Operação Câmbio, Desligo, desdobramento da Lava Jato no Rio. O motivo: a Polícia Federal descobriu que, no dia da operação (3/5), o doleiro tentou esconder mais de 7 mil dólares e 1.500 francos suíços antes de ser preso. Somada, a quantia equivale a R$ 31 mil. Dentro da casa dele havia mais R$ 4 mil.
A artimanha foi descoberta com a análise de câmeras de segurança do prédio do doleiro, que fica de frente para a Praia da Barra da Tijuca.
Segundo a PF, às 6h35, Seda saiu de seu apartamento carregando uma sacola plástica, entrou no elevador e foi até o estacionamento. Cerca de dois minutos depois, ele voltou para o elevador, e para seu apartamento, mas sem a sacola.
A policiais, Seda alegou que não se lembrava onde teria descartado a sacola que retirou do seu apartamento e negou possuir em casa grandes quantidades de dinheiro.
A sacola só foi achada depois que os policiais descobriram que o doleiro possui uma espécie de boxe alugado na garagem do prédio, que serve como depósito de ferramentas.
Ao negar o pedido da defesa para revogar a prisão do doleiro, Bretas ressaltou que tudo indica que Nei Seda tentou esconder o dinheiro, o que comprova a sua intenção de ludibriar a Justiça.
Rede de doleiros
Segundo o Ministério Público Federal, Renê Loeb e Nei Seda desempenhavam importante papel na geração de recursos em espécie no Brasil, valores que foram usados para fins ilícitos.
O MPF diz que os dois movimentaram quase 28 milhões de dólares junto aos doleiros Claudio Barbosa, o Tony, e Vinicius Claret, o Juca Bala. As operações aconteceram de 2011 até o início de 2017, quando Tony e Juca Bala foram presos no Uruguai.
Eles também auxiliavam a remessa de recursos ao exterior realizada pelos doleiros Juca Bala e Tony, uma vez que creditavam diretamente em contas no exterior os valores correspondentes aos recebidos em reais no Brasil.
A reportagem tenta contato com a defesa de Nei Seda.
g1.globo.com