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Carnaval: Da esquerda para a direita: X-9 Paulistana, Império de Casa Verde, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Gaviões da Fiel, Dragões da Real e Unidos de Vila Maria (Foto: Fabio Tito, Marcelo Brandt e Ardilhes Moreira/G1)[/caption]
Vai-Vai, Império e Mocidade são destaques do 2º dia do carnaval de São Paulo. X-9 Paulistana, Gaviões da Fiel, Dragões da Real e Unidos de Vila Maria também desfilaram pelo Anhembi.
Por G1
Vai-Vai, Império de Casa Verde e Mocidade Alegre se destacaram no último dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval de São Paulo. X-9 Paulistana, Gaviões da Fiel, Dragões da Real e Unidos de Vila Maria também desfilaram pelo Anhembi. Nenhuma das escolas estourou o tempo de 65 minutos de apresentação.
Dois temas sobressaíram nesta segunda noite:
A homenagem a grandes nomes da música brasileira, com Gilberto Gil como inspiração da Vai-Vai e Alcione como musa da Mocidade Alegre
A crítica à situação política, econômica e social do país, presente nos desfiles da X-9 Paulistana, que levou fantasias de juízes e políticos ao sambódromo, e da Império de Casa Verde, que buscou referências na Revolução Francesa para falar do "caos do Brasil"
No primeiro dia de desfiles, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro e Mancha Verde roubaram a cena. A apuração das notas do Grupo Especial de São Paulo será realizada na próxima terça-feira (13).
X-9 Paulistana
De volta ao Grupo Especial de São Paulo, a X-9 Paulistana abriu o último dia de desfiles no Anhembi, na noite de sábado (10).
A escola foi a primeira a dar um tom político ao desfile, com o carro "A Casa da Mãe Joana", no qual os integrantes estavam vestidos de juízes e de políticos com malas de dinheiro e notas na cueca. Alguns deles tinha o terno sujo de lama e vestiam faixa presidencial.
Com Juju Salimeni como rainha da bateria, a X-9 ousou nas roupas minúsculas das beldades que representaram a escola. Uma passista precisou desfilar segurando o tapa-sexo, que se soltou do corpo.
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Ala das baianas da X-9[/caption]
Império de Casa Verde
A Império de Casa Verde juntou samba e Revolução Francesa para fazer uma crítica sobre o que chamou de "caos do Brasil". Segunda a desfilar no último dia do Grupo Especial de São Paulo, a escola da Zona Norte fez um paralelo entre o Brasil de hoje e a França do século XVIII.
A comissão de frente mostrou um plebeu perdendo a cabeça na guilhotina. O carro abre-alas representou o luxo da corte francesa, com cavalos brancos gigantes puxando uma carruagem. Já o último carro, "Tigre guerreiro: A nobreza do povo", retratou uma festa de plebeus para mostrar a vitória do povo contra a corrupção e as injustiças sociais.
Com esta participação, a Império de Casa Verde deu seu recado e ainda fez um dos mais luxuosos desfiles do carnaval paulistano.
Lívia Andrade, madrinha da bateria da Império de Casa Verde
Mocidade Alegre
A Mocidade Alegre homenageou a cantora Alcione em seu desfile, com o enredo “A voz marrom que não deixa o samba morrer". E teve Alcione do início ao fim: a cantora deu a introdução para o grito de guerra no começo do desfile e, depois, foi correndo para subir no carro em que foi destaque, o último.
O desfile lembrou a trajetória da artista com foco no repertório a partir dos anos 1970. Em 2018, a cantora completa 70 anos de idade e 45 de carreira.
O samba e as fantasias citaram músicas conhecidas na voz da Marrom: "Juízo final", "O que eu faço amanhã", "À flor da pele", "Delírios de amor" e, principalmente, "Não deixe o samba morrer", que foi a base do refrão.
Alcione no desfile da Mocidade Alegre
Gilberto Gil é o grande homenageado da Vai-Vai
Gaviões da Fiel
Quinta escola a passar pelo Anhembi na madrugada deste domingo (11), a Gaviões da Fiel contou a história de Guarulhos, cidade com a segunda maior população do estado de São Paulo.
Sidnei França, carnavalesco estreante na Gaviões, apresentou uma fábula protagonizada pelos índios Guarus, habitantes da região. Várias alas e fantasias apostaram em tons de dourado e prateado, para retratar a busca por riquezas no local e uma "maldição" com a chegada de pessoas gananciosas, os brancos.
Sabrina Sato, madrinha de bateria, veio com uma fantasia formada por uma espinha de peixe e duas estrelas do mar nos seios. Durante o desfile, a torcida da escola acendeu sinalizadores e muita fumaça cobriu o sambódromo.
A madrinha de bateria da Gaviões da Fiel, Sabrina Sato
Dragões da Real
A Dragões da Real levou a música caipira ao carnaval de São Paulo. Sérgio Reis participou da comissão de frente, interpretando um fazendeiro em meio a camponeses, e Roberta Miranda foi destaque em um carro que mostrava a música sertaneja moderna se tornando "chique".
Assim como outros enredos da noite tiveram tema musical, as referências a canções sertanejas conhecidas ajudaram a ganhar o público: "Romaria", "Estrada da vida", "Ainda ontem chorei de saudade", "Evidências", "Fio de cabelo", "Galopeira", "Rancho Fundo", "É o amor".
A Dragões da Real nunca foi campeã do Grupo Especial, mas bateu na trave em 2017, ficando com o 2º lugar.
Roberta Miranda, destaque da Dragões da Real
Unidos de Vila Maria
A Unidos de Vila Maria fechou o carnaval de São Paulo cantando o México e os personagens de "Chaves" e "Chapolin", criados por Roberto Bolaños (1929-2014). Os 280 membros da bateria estavam vestidos de Chaves, e outra ala lembrou Dona Florinda, Quico, Seu Madruga, professor Girafales e Dona Clotilde.
Além dos seriados mexicanos, ícones como a pintora Frida Kahlo (lembrada pelas baianas) e os mariachis tiveram destaque. A escola da Zona Norte começou seu desfile mostrando o México como "berço das civilizações maia e asteca"; depois, festividades típicas do país apareceram nas alegorias, como a Procissão da Virgem Guadalupe, a Festa da Independência e o Dia dos Mortos.
Após sua saia cair, a primeira porta-bandeira, Laís, sambou com uma bermuda preta e, depois, com um pano amarrado à cintura. A escola pode perder pontos. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira (Bruno e Jéssica) foi promovido ao posto principal.