Ponte Preta atropela o Palmeiras na etapa inicial, foi fuminantes e abre boa vantagem nas semifinais do Paulistão
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Crédito globoesporte[/caption]
Macaca aproveita começo apático do Verdão, faz três gols em 33 minutos e administra placar no segundo tempo. Time de Eduardo Baptista precisará de goleada em SP para avançar à decisão
A Ponte Preta entrou em campo como se a vida de todos os seus jogadores estivesse em jogo. O Palmeiras parecia pesado por conta de um almoço de Páscoa em família. Resultado: um atropelamento.
No primeiro duelo válido pelas semifinais do Paulistão, na tarde deste domingo, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, a Ponte venceu o Palmeiras por 3 a 0 e abriu larga vantagem no confronto. Todos os gols foram marcados no primeiro tempo: Pottker logo com 40 segundos, depois Lucca aos 7 minutos e Jeferson aos 33.
O atropelamento foi tão intenso que Felipe Melo chegou a dizer que a Ponte "comeu" o Palmeiras no primeiro tempo. E a vitória poderia ser ainda maior, já que o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza ignorou pênalti claro de Fernando Prass em Willian Pottker – uma tesoura por trás do goleiro no atacante.
O jogo da volta será no próximo sábado, na arena do Palmeiras, às 19h. O Palmeiras precisará vencer por quatro gols de diferença para se classificar. Se ganhar por três, a decisão da vaga vai para os pênaltis. O critério de gol fora de casa não é levado em conta no Paulistão. No intervalo, Felipe Melo disse que a Ponte "comeu" o Palmeiras.
Depois do jogo, Felipe Melo disse que é hora de dar "tapinha na bunda" dos jogadores. O Palmeiras parecia perdido em campo. E o jogo ficou tenso, principalmente na etapa inicial. A cada dividida, muita confusão. Numa delas, Fernando Bob deixou o braço na altura do rosto de Willian, e o tempo esquentou.
Até o volante Thiago Santos, que estava no banco de reservas, levou cartão amarelo por empurrar Pottker no meio da confusão. Detalhe: Thiago Santos só saiu do "bololô" à força, empurrado pelo preparador físico Omar Feitosa. Liderada por Willian Pottker, a Ponte mandou na partida.
O atacante, aliás, merece um destaque à parte: impressionante o que tem jogado. Sua importância para a Macaca não se resume aos gols (o que já seria muita coisa, claro), mas também pela forma como lê o jogo e transita por diferentes setores do campo – ora cai pelos lados, ora volta para receber no meio-campo e fazer o papel de um armador. Já negociado com o Inter, Pottker vai fazer muita falta para a Ponte no Brasileirão. Ele é artilheiro do Paulistão com nove gols, ao lado do são-paulino Gilberto.
A Ponte Preta abriu o placar em sua primeira investida. Prass fez duas defesas. Na terceira finalização, de Jeferson, a bola desviou em Pottker, em posição legal, e entrou. Tudo isso com 40 segundos de jogo.
A Macaca estava com fome. Aos 7, ampliou. Numa jogada que começou num lateral no campo da Ponte, todo o setor defensivo do Palmeiras dormiu, e Pottker deixou Lucca livre, na cara do gol. O atacante, que pertence ao Corinthians, não perdoou.
O terceiro golpe não demorou a surgir. Aos 33, Lucca acionou Jeferson na direita. A bola estava tranquila para a defesa. Mas Zé Roberto escorregou e deixou o lateral-direito da Macaca receber com tranquilidade e bater forte, sem chance para Fernando Prass. Incrível: 3 a 0 para a Ponte, com 33 minutos de jogo.