O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), ao centro, apresenta resultado da auditoria realizada pelo partido (Foto: Gustavo Garcia/G1) Do G1, em Brasília O PSDB apresentou nesta quarta-feira (4) relatório de auditoria que o partido realizou dos sistemas de votação e apuração das eleições do segundo turno das eleições de 2014. De acordo com o documento, não foram encontradas fraudes no processo, mas a sgila alega que o sistema eleitoral "não está projetado para permitir auditoria externa independente e efetiva dos resultados". Segundo o coordenador jurídico nacional do PSDB, Flávio Pereira, o processo de auditoria do sistema de votação durou dez meses e custou cerca de R$ 1 milhão. "Não temos elementos para afirmar que não houve fraudes no processo de votação, uma vez que o modelo de auditoria imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não se enquadra em qualquer modelo reconhecido e padronizado por entidades internacionais", afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (PSDB). Em novembro do ano passado, o TSE decidiu liberar para o PSDB programas eletrônicos e arquivos gerados na votação eletrônica, incluindo dados das urnas e do sistema de transmissão das informações. Inicialmente, o partido havia pedido uma verificação oficial, com participação do tribunal e de todos os partidos políticos, o que foi negado pelo TSE. A auditoria feita pelos tucanos foi motivada por denúncias, divulgadas em redes sociais, de supostas fraudes no dia da votação. À época do pedido, o PSDB alegou que a auditoria não tinha por objetivo questionar o resultado das eleições - em que o candidato tucano, Aécio Neves, perdeu para a petista Dilma Rousseff por uma diferença de 3,5 milhões de votos -, mas a “lisura” do processo. O partido dizia que a confiabilidade da apuração e a infalibilidade da urna eletrônica estavam sendo colocadas em xeque nas redes sociais e que seria preciso dar uma resposta à população.