Braz é considerado um dos capitães do Santos por Enderson (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC) Por Bruno Giufrida*Santos, SP Em cinco jogos neste Campeonato Paulista, a defesa do Santos foi vazada uma única vez, no jogo contra o RB Brasil, pela terceira rodada (vitória por 2 a 1). Um bom início de ano para um setor que teve muitas mudanças: só David Braz, entre os que são titulares atualmente, terminou 2014 como dono da posição. A sequência deu moral ao zagueiro, promovido a líder do elenco durante os treinamentos em janeiro por Enderson Moreira, que o considera um de seus três capitães em campo, junto com Renato e Robinho, que é quem veste a faixa, de fato. Braz começou o Estadual na companhia de Gustavo Henrique no miolo da zaga. Werley, contratado neste ano, estreou mais tarde, mas ganhou a vaga. A falta de entrosamento não tem sido um problema para os defensores. – Fizemos bons jogos. Tivemos pouco tempo para treinar, mas pela experiência que ele tem, ficou fácil para nos entendermos em campo. Driblamos a falta de tempo para treinar com bastante conversa – explica David Braz. Tivemos pouco tempo para treinar, mas pela experiência que ele (Werley) tem, ficou fácil para nos entendermos em campo. Driblamos a falta de tempo para treinar com bastante conversa" David Braz Além da aplicação defensiva, o zagueiro também ganhou pontos com a torcida por suas aparições no ataque. Ele já marcou sete gols pelo Santos, o último o da vitória sobre o São Bernardo, no último sábado. Nesse caso, conversa não basta: é preciso treinar bastante. – O Enderson trabalha muito a bola parada, tanto a defensiva quanto a ofensiva. Além disso, temos ótimos cobradores. Se estiver bem posicionado, a bola vai chegar. Aí, é só caprichar na finalização. Estou me saindo bem nessas jogadas desde o ano passado. Neste domingo, às 16h (de Brasília), o Santos enfrenta a Portuguesa no Pacaembu, estádio onde David Braz assume o papel de artilheiro: em 2014, foram cinco gol em cinco jogos no estádio. Ele, porém, prefere evitar qualquer promessa de manter a média incomum a um zagueiro. – Eu sempre entro confiantes nos jogos, independentemente de onde seja. Tenho boas lembranças do Pacaembu, mas a evolução da equipe é o que realmente me deixa confiante. Estamos no caminho certo. Espero conseguir um bom resultado diante da Portuguesa – concluiu. * Colaborou sob supervisão de Leonardo Lourenço