Restaurantes já demitiram cerca de 24 mil trabalhadores no Ceará

A Abrasel orienta que restaurantes reconsiderem as demissões e tentem as enquadrar em suspensões

Abrasel estima que 24 mil empregados do setor de bares e restaurantes, no Ceará, já perderam o emprego pela pandemia do coronavírus.

Por Redação

Estimativa da Abrasel leva em conta somente o mercado formal

A Abrasel orienta que restaurantes reconsiderem as demissões e tentem as enquadrar em suspensões

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima que 24 mil empregados do setor de bares e restaurantes, no Ceará, já perderam o emprego durante a crise provocada pela pandemia do coronavírus. No País, a entidade calculava que 350 mil demissões ligadas a estabelecimentos seriam realizadas até semana que vem, projeção que caiu para 150 mil após as medidas anunciadas pelo Governo.

Mas esses números podem ser muito maiores. De acordo com projeção da Associação Nacional de Bares e Restaurantes (ANR) baseada em enquete com seus associados, mais de 600 mil pessoas podem ter sido demitidas de estabelecimentos do setor com a escalada do coronavírus no Brasil.

A entidade, que agrega 9 mil associados, entre grandes redes, franquias e restaurantes independentes, recebeu respostas de cerca de 70% dos membros de 27 de março a 1º de abril - 61,8% dessas empresas já demitiram.

"Estimo que esses 61% correspondem a cerca de 15%, 20% dos funcionários do setor no País. Com essa estratifica-ção, assumo que as demissões do setor no Brasil podem girar em torno de 600 mil a até 800 mil", diz Cristiano Melles, presidente da ANR, que reúne redes como McDonald's, China in Box e Viena.

Mercado formal

A Abrasel tem um número mais conservador sobre demissões, considerando apenas o mercado formal. De acordo com Paulo Solmucci, presidente da entidade, a recepção das medidas de suspensão de contratos e redução de jornada pelo Governo Federal "é a melhor possível".

"Esses últimos 15 dias foram de desespero e quase pânico com o não pagamento do salário. Já levamos ao Governo um pleito central, que é incluir a folha de março na medida; se ele não puder fazer isso, talvez tenhamos que ir ao Congresso", diz.

Segundo ele, a associação está orientando que restaurantes reconsiderem as demissões já feitas e tentem as enquadrar em suspensões.

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