Com uma atuação segura, seleção põe fim ao sonho do bicampeonato dos carrascos de Londres e se torna a primeira equipe a chegar a tantas decisões seguidas

Por Cahê Mota, Danielle Rocha, Edgard Maciel de Sá e Felipe SiqueiraRio de Janeiro

Se dor existia, ela foi muito bem disfarçada. A coxa direita tinha um estiramento leve, mas e daí? Lucarelli saltava e a protegia do jeito que podia. Se as costas haviam ficado travadas um dia antes, Lipe dava um peixinho e esquecia do problema. O Brasil precisava deles para derrubar a Rússia. Precisava usar mais inteligência do que força para fazer os gigantes caírem em quadra. Achou a medida certa no saque, não enfrentou o bloqueio, exatamente do jeitinho que Serginho tinha cantado a pedra. Nesta sexta, com uma atuação segura no Maracanãzinho e 18 pontos de Wallace, a seleção pôs fim ao sonho do bicampeonato dos carrascos de Londres, em 2012. Fez mais. Com a vitória por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17) chegou à sua quarta final olímpica consecutiva. Feito nunca alcançado por uma outra equipe.

Depois das duas pratas em Pequim 2008 e Londres 2012, o Brasil ganhou nova chance de fazer a alquimia. Para voltar ao alto do pódio depois de 12 anos, terá de passar pela Itália na final. Na fase de classificação a Azurra levou a melhor. O reencontro será neste domingo, às 13h15. Antes, às 9h30, americanos e russos lutam pelo bronze. Na última vez em que o Brasil conquistou a medalha de ouro, em Atenas 2004, quem estava do outro lado da rede também era a Itália.

Brasil x Rússia semifinal vôlei masculino Rio 2016 (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Jogadores do Brasil comemoram muito a vitória sobre a Rússia e a vaga na final (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

– Foi o nosso melhor jogo. Esperar 3 a 0 contra a Rússia ninguém nunca espera. Foi um placar um pouco mais elástico do que o esperado. Muito em razão de nossa regularidade. Jogamos bem, com inteligência. Cometemos pouquíssimos erros, principalmente em sequência de jogo, coisa que vínhamos fazendo antes, e conseguimos quebrar muito bem a parte ofensiva deles com o saque – disse Lucão.

Wallace mais uma vez foi o maior pontuador da partida com 18 acertos. Lucarelli e Lipe contribuíram com 10 e oito, respectivamente. Da arquibancada, a bicampeã olímpica recém-aposentada, Yelena Isinbayeva, viu seus compatriotas atônitos diante da pressão imposta pelos donos da casa. Na mesma noite da final feminina do salto com vara, a recordista mundial passou longe do Engenhão.

– Estamos satisfeitos e muito felizes pela quarta final seguida. Não me lembro de outro país que tenha feito isso. É algo grande, ainda mais jogando contra equipes desse nível. Acho que jogamos com inteligência nessa semifinal. Não cometemos muitos erros no ataque. E não tentamos atacar toda hora com força porque sabemos que a Rússia é muito forte no bloqueio. Tentamos mudar nosso estilo de jogo e acho que essa foi a chave para nossa vitória – elogiou Bruninho.

O jogo

Lucarelli, Brasil X Rússia vôlei (Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)
Lucarelli explora o bloqueio russo (Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)

Apesar dos problemas físicos, Lucarelli e Lipe foram para a quadra. E para cima dos russos. Lucarelli não deixava de fazer sua parte. Dando pancada ou um toque sutil que derrubava a defesa. A variação no saque também confundia a linha de passe dos adversários. E assim o Brasil ia se mantendo à frente do placar (12/11). A Rússia ganhava a torcida de Isinbayeva. Lipe dava um peixinho para salvar uma bola no fundo da quadra, a seleção fazia um ponto e mostrava à bicampeã olímpica a dificuldade que os compatriotas dela estavam enfrentando. Wallace voava e abria 14/17. E seguia sem freio.

Vladimir Alekno se preocupava e pedia tempo. A diferença já rodava na casa dos cinco pontos. Tetyukhin chamava a responsabilidade. Wallace nem ligava. Virava mais uma e mais uma. A equipe vencia um belo rali e administrava bem a vantagem. Lucarelli garantia o primeiro set: 25/21.

A Rússia tentava equilibrar as ações. Mas cometia erros bobos, sobretudo com o experiente Tetyukhin. Um ataque para fora do ponteiro de 40 anos e a seleção tomava o comando (17/16) Seguia fazendo um jogo seguro. Lipe tinha seu nome gritado quando ia para a linha de saque. Retribuía com um serviço que se transformava em ponto. Os russos não se encontravam, e o Brasil agradecia (20/18). Tetyukhin reclamava, ganhava cartão amarelo. O time se irritava e não jogava. Alekno olhava para a quadra sem acreditar no que via: 25/20.

De braços cruzados, o técnico russo assistia a tudo sem esboçar reação. Dentro das quatro linhas, a situação não melhorava. A torcida cantava que o campeão havia voltado. E incendiava os jogadores em quadra. No início do set, depois de um forte saque russo que quebrou a recepção do Brasil, a bola bateu no cabo da câmera suspensa, e o ponto voltou, para a reclamação dos russos (assista ao vídeo acima). O Brasil fazia 14/11 no terceiro set sem ter registro de uma falha sequer na estatística. Wallace brilhava. Dava de ombros para o paredão, que nem parecia tão alto assim como em outros tempos (20/13). A Rússia não tinha mais forças. Só mostrava olhares perdidos. O Brasil mantinha o sangue nos olhos à espera da Itália: 25/17.

Lipe, Brasil X Rússia vôlei (Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)
Lipe comemora mais um ponto do Brasil (Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)

Autor: Silva Neto

Eu, José Gonçalves da Silva Neto – (Silva Neto), Naturalidade: Cedro-CE, filiação: Vicente Antônio da Silva e Severina Gonçalves da Conceição. Na década de 70, comerciário na Casa Ribeiro e Gilsons Magazine em Juazeiro do Norte, nesta mesma cidade fundador do Xv de Novembro Futebol Clube. Ex-diretor secretário da Liga Desportiva Juazeirense, na década de 70. Comerciário vendedor da antiga Cariri Rações em Juazeiro do Norte. Radialista autônomo, diretor e apresentador do Programa Alvorada Sertaneja - Rádio Cetama de Barbalha. Noticiarista diretor e apresentador do Jornal Cetama é Notícia - Rádio Cetama de Barbalha, membro da equipe esportiva da Rádio Cetama de Barbalha, membro do Programa Flagra pela Rádio Cetama de Barbalha conjuntamente com o radialista Maciel Silva (saudosa memória). Ex-diretor gerente da Rádio Comunitária Verdes Canaviais de Barbalha-CE. Diretor e apresentador do Jornal Verdes Canaviais. Diretor e apresentador do Programa Saúde em debate da Rádio Verdes Canaviais. Ex-diretor gerente da Rádio Aurora do Povo da cidade de Aurora-CE. Ex-secretário e presidente da Liga Desportiva Barbalhense (LDB). Ex-presidente da Associação dos Moradores do Bairro Alto da Alegria – Barbalha-CE. Por oito anos, funcionário recepcionista do Hospital Santo Antônio de Barbalha-CE. Funcionário Público Municipal da Assessoria de Imprensa da Administração do ex-prefeito de Barbalha, Francisco Rommel Feijó de Sá. Funcionário Público Municipal como assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Barbalha, gestão do ex-prefeito Antônio Inaldo de Sá Barreto, membro da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Barbalha, do ex-prefeito Edmundo de Sá Filho. Prestador de Serviços na divulgação das ações da Câmara Municipal de Barbalha desde o início dos anos 90. Correspondente do Jornal Tribuna Popular de Juazeiro do Norte. Correspondente do Jornal da Tarde da Rádio Padre Cícero em Juazeiro do Norte. Diretor, redator e apresentador do Jornal Alvorada Notícias FM 96,7, desde o dia 02 de janeiro de 2014. Membro da equipe esportiva Show de Bola da Rádio Barbalha FM. Sócio do Rotary Clube de Barbalha – Distrito 4490. Membro sócio do Círculo Operário de Barbalha. Fundador e diretor do site www.diariodocariri.com

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