Deborah Evelyn abre o jogo sobre cenas de lingerie, casamento à distância e beleza: ‘Me sinto mais bonita hoje’

Sucesso como a fogosa Lyris de ‘A Dona do Pedaço’, atriz protagoniza ensaio sensual para o Gshow e festeja repercussão da personagem: ‘Ela é incrivelmente bem resolvida’

Por Flávia Muniz, Gshow — Rio de Janeiro

Depois de passar cerca de quatro horas em sessão de fotos com Deborah Evelyn fica fácil entender o sucesso absoluto da atriz dentro e fora de A Dona do Pedaço. Já nos primeiros minutos de papo, enquanto faz a maquiagem, a equipe é arrebatada pela humildade, leveza e senso de humor dessa artista de 53 anos, que aos 36 de carreira tem se deliciado com a fogosa Lyris, sua personagem na novela das nove.

E não é para menos. Meiga e abusada, a socialite chegou feito um furacão no horário nobre. Como na história ela esgotou todas as possibilidades de tentar salvar seu casamento com Agno (Malvino Salvador), após sofrer forte rejeição por parte do marido na cama, decidiu ir à luta para satisfazer seus desejos e tem “terceirizado” parceiros mais novos, como define suas puladas de cerca.

A primeira investida foi o entregador de bolos, Tonho (Betto Marque). E vem mais por aí. Nos próximos capítulos, Lyris vai finalmente descobrir o motivo do desprezo de Agno. Ele é gay. E a separação promete chegar à temperaturas escaldantes, não no bom sentido, entre o casal. Fato é que a socialite caiu na boca do povo e Deborah está feliz da vida com toda essa repercussão.

Nesta entrevista, ela se revela uma apaixonada pela vida, pela filha, Luiza Carvalho, de 26 anos (da relação com o diretor Dennis Carvalho, de 72); pelo marido, o alemão Detlev Schneider, de 60; pela carreira… E também apaixonante! Raridade no meio artístico, foi a atriz quem negociou diretamente, sem intermédio de empresário ou assessor, este ensaio exclusivo para o Gshow em clima sensual e chique, como sua personagem. Bem prática, disponível e profissional.

“Estou numa época boa da minha vida. Bem casada, muito amada e isso tudo vai acrescentando para eu me sentir bem e tranquila”, destaca Deborah, que fala também sobre o sucesso da personagem, cenas de lingerie, casamento à distância, traição, beleza e muito mais.

Fenômeno na internet

“Adoro o fato de a Lyris estar na boca do povo. Acho que aconteceu isso porque juntou com esse momento de empoderamento da mulher, de a gente estar pegando nossa história, nossa vida, nossos prazeres nas nossas mãos. E é assim que tem que ser mesmo! O Walcyr (Carrasco, autor) falou que ela não ia ficar sofrendo com o fato de o marido não dar bola para ela, o que achei ótimo. Isso não quer dizer não se relacionar, não se envolver. Mas não é todo mundo que é obrigado a ter desejo por você, então vai procurar quem tem, né? A Lyris é muito divertida.”

Segura de si

“Ela tem uma autoestima que acho maravilhosa, quem me dera ter a da Lyris. Quando vejo as cenas e se estou num dia mais tristinha ela me coloca para cima. Como diz uma amiga minha, a Adriana (Esteves), têm personagens que a gente descansa da gente mesmo fazendo. É incrível.”

Tara por novinhos

“Eu, Deborah, sempre gostei de homens mais velhos. Desde a faculdade. A Lyris não, né? (risos). Acho engraçado. Na verdade, a gente tem que ser feliz até onde um não machuque o outro.”

Cantadas na web

“Não esperava, de verdade! Não sei se é porque eu não estava acostumada a fazer esse tipo de papel. Até agora não vi nada que não tivesse sido respeitoso e engraçado. Acho lúdico como a personagem. É sempre muito bom receber carinho, das mulheres também. Tem sido uma surpresa (o retorno do público). Nada que não seja delicado e incentivador.”

Cenas de lingerie

“Não é uhu, não! É difícil. Como atriz, sempre fiz as mais emotivas. Preciso dizer que tenho pouca técnica para esse tipo de cena (risos). Mas tenho tanta sorte de fazer com a Amora (Mautner), que é uma das diretoras com mais bom gosto que conheço, e com toda a equipe dela, de figurino, de arte. São cuidadosos e isso me dá segurança. Está tudo muito chique, nada apelativo.”

Fantasias e truques para despertar desejo no outro

“Acho que você tem que ir em frente com sua criatividade e usar o que for gostoso. Mas não acho que seja uma obrigação, porque podem ter relações em que isso não seja fundamental. Eu, por exemplo, já tive relações onde não tinha isso e tudo bem. Se tem, aí é tão bom, tão lúdico, juntar imaginação e criatividade nesse jogo sensual e sexual. Acho ótimo. Gosto de uma produção. Não é sempre, claro. Primeiro porque é trabalhoso e banaliza. De vez em quando, em ocasiões especiais.”

Rejeição

“No caso da Lyris, ela tentou de tudo. Fez massagem, cafuné, colocou lingerie sexy, ficou nua para ele e nada. Saudavelmente, ela partiu para outra coisa. Acho interessante tentar, mas com um limite porque senão você começa a afundar. É muito difícil ficar numa relação na qual o outro não te deseja tão claramente, como é o caso deles.”

Até que ponto vale investir numa relação

“Eu vou bastante à luta. Não desisto no primeiro problema, na primeira briga, batalho muito pelas minhas relações. Acho importante. Mas tenho meu limite. Acho que tem a ver com o jeito de ser de cada um também. Qualquer relação tem momentos mais difíceis, de baixa, mas eu gosto de batalhar. Não é à toa que fui casada durante 23 anos com o Dennis. Não foram 23 anos maravilhosos, tiveram coisas a serem resolvidas, e momentos incríveis também, por isso continuamos muito amigos. O limite é quando começa a te fazer mal. Se você sente que a balança está pesando mais para o lado negativo, aí não vale mais a pena.”

Traição

“Acho que com a idade, o amadurecimento, a gente começa a ver de maneira diferente. Nos meus 20 anos, a palavra traição tinha um peso muito maior do que hoje. Não é que eu ache tudo bem ser traída, nada disso. Mas agora sei que cada caso é um caso, que não arranca pedaço e que é muito complicado julgar de fora. A Lyris desconfia que o marido transa com outras pessoas porque, na idade e potência sexual dele, não transar é muito difícil, né? Ele tem alguém, aí ela também vai transar com outras pessoas. Não é o caso da Lyris o toma lá dá cá, ela faz para ficar feliz e satisfeita. Ela é incrivelmente bem resolvida.”

A revelação de que Agno é gay

“Eu, Deborah, acho muito interessante o Walcyr estar mexendo com esse tema, porque hoje em dia sabe-se muito mais disso. Acho que você pode conseguir qualquer tipo de arranjo, contanto que se converse sobre. Recebi muito feedback de mulheres falando: ‘Ah, se o problema é que ele gosta de homem, tudo bem, não está rejeitando você, só não gosta de mulher’. Não sei se eu me sentiria menos rejeitada ao saber que um namorado ou marido não quer mais ficar comigo porque quer ficar com homem. Independentemente de com quem ele queira ficar, não quer mais ela e, por mais bem-resolvida que seja, eu não consigo não sentir a rejeição. Ela faz o movimento, parte para outra, mas é difícil de lidar.”

Preconceito com mulher fogosa

“Existe muito. A gente vive num país machista. Eu, particularmente, vivo num mundinho que talvez isso não seja tão malvisto, mas é só sair um pouco que você vê que as mulheres mais fogosas ainda são criticadas, sim, e que os homens acham que podem continuar numa relação mesmo elas falando que não. A gente tem que caminhar muito ainda nesse sentido. Mas isso não vem só do homem, vem da mulher também, de como ela se coloca. Acho que eles não vão mudar sozinhos. Nós é que temos que ir mostrando que não é bem assim.”

Beleza e sensualidade

“Não é só ser bonito e sensual para o outro, é para a gente mesmo. Acho que o que a Lyris tem de autoestima é tão importante, independentemente de estar com alguém ou não, é estar satisfeito, feliz com a aparência, com o corpo. Tenho uma filha de 26 anos e eu sempre achei muito bom poder dividir com ela, desde que era pré-adolescente, a gostar de se cuidar. Faz parte da educação, assim como acho importante apresentar bons livros, boas músicas, ir ao teatro, viajar… Houve um tempo em que cuidar de si e querer se fazer bonita era considerado bobagem, superficial. É claro que se for só isso não é interessante realmente, mas faz parte da vida porque é bom. E a Lyris trouxe isso para mim. Não que eu não prestasse atenção antes, mas estou prestando um pouco mais agora. Estou tendo que me preocupar com isso e é divertido. É gostoso não só estudar o papel, como fazer a cena para ter essa pegada sensual e natural.”

Maturidade

“Acho até que uma das coisas boas que a maturidade traz é uma segurança maior. Eu, mais jovem, era bem mais insegura. A gente vai aprendendo com a vida em todos os sentidos. Eu fui adquirindo segurança com a idade. Também tenho anos de análise e continuo fazendo. É um trabalho de você ir se conhecendo, aprendendo o que gosta mais em você. Querer ter o que não tem fica difícil. Não vai mudar, então você vai estar sempre infeliz? Não dá. Quando vejo fotos minhas antigas, falo: ‘Olha, que bonitinha!’. E na época eu não tinha essa sensação. Mas por que não estar feliz na hora, né? Vai ser sempre depois? Temos que aproveitar o aqui e agora.”

De bem com espelho

“Me sinto mais bonita hoje, mas é muito mais uma sensação. Não fico comparando, sabe? Claro que, se pego uma foto minha com 25 anos, não tem jeito. Óbvio que mudei, mas o importante é se sentir melhor, mais em paz com sua imagem. Estou numa época boa da minha vida. Bem casada, muito amada e isso tudo vai acrescentando para eu me sentir bem e tranquila.”

Cuidados com o corpo

“Tenho que malhar muito, né? Outro dia o Walcyr falou que vai entrar mais um (amante). Estou gostando, claro, mas estou tendo que trabalhar (risos) para isso. Sempre malhei muito mais por saúde, querendo ficar bem também. No caso da Lyris, tem uma coisa concreta de que tenho que estar no meu melhor.”

Passagem do tempo

“Ainda existe esse ideal de que, a partir de uma certa idade, a mulher acabou. Como assim? A gente vê tantas mulheres lindas de 40, 50 anos… Essas ideias estão aí e vão sendo incutidas na gente desde bebê. É um trabalho que temos que ir fazendo com nós mesmas, de ir tirando isso de dentro da gente. Idade é inexorável, né? A opção para isso é péssima. Se não quiser envelhecer, vai morrer cedo. Então é melhor ir aceitando e vendo as vantagens disso. Por que só olhar as desvantagens? É um trabalho contínuo. Não é: ‘Uhu, passei dos 50’! Mas tem uma coisa que não tem cirurgia plástica que mude, que é o olhar. Tem uma vivência. Meu olhar é o de uma mulher de 53 anos. E acho lindo isso. Foi-se o tempo que com 50 a mulher estava morta para a vida.”

Casamento à distância

“Eu, no começo, pensei: ‘Como vai ser isso?’. Porque adoro estar casada, dividir o cotidiano, então achei que fosse ser bem complicado. E é muito longe (na Alemanha), não é ponte aérea. Mas era o que tínhamos, né? Entre abrir mão de uma coisa muito legal ou vamos ver o que dá, foi o vamos ver o que dá. E está dando muito certo. Detlev é arquiteto e tem o próprio escritório, então tem a flexibilidade de vir bastante. Quando não estou trabalhando, eu que vou para lá. A gente nunca ficou mais de quatro semanas sem se ver nesses sete anos. Também tem sempre a saudade.”

Ciúme

“Ele não é ciumento. Eu já fui mais, nunca doentiamente. Hoje, tem que me dar motivos. Para você ter uma relação à distância, não pode ser ciumento senão não dá certo. A gente se fala mais de uma vez por dia, todos os dias. Agora, quando saio cedo para gravar e volto muito tarde, a gente não consegue. Imagina uma pessoa ciumenta passando por isso? Ele entende. Me assiste pelo Globoplay, adora, me dá a maior força. Nunca falou: ‘Para de trabalhar e vem morar comigo’. Mantenho minha casa aqui e lá.”

Sexo aos 50

“Meus pais não eram opressores. Eles foram muito abertos comigo, eu podia levar namorado para casa, por exemplo, na época da faculdade (ela é formada em Ciências Sociais pela USP), e podia dormir na casa de namorado também. Com uns 17/18 anos eu tinha liberdade para transar. Não era um problema. Mas o que tenho agora, que não tinha antes, é um conhecimento de tudo, do meu corpo… Apesar de ter tido toda essa liberdade, eu era mais tímida. Não por conta da minha criação, mas da imaturidade mesmo. Agora, já sei o que é mais importante na vida, que não dá para deixar para amanhã o que quero fazer hoje.”

Torcida para Lyris

“Torço para que ela se independa também na parte econômica para poder ser livre e se relacionar porque quer, porque gosta, com quem quer que seja, e não porque depende daquela pessoa, sabe? Mas isso eu diria para uma amiga. Como é novela, acho que tem que acontecer um monte de coisas para ela ser interessante (risos), e o Walcyr é a melhor pessoa para isso. Que autor para ter ideias, né? Não tem uma semana que não tenha reviravolta nessa novela. Deixo nas mãos dele porque é mais criativo do que eu (risos). De verdade, acho que vem muita coisa boa por aí.”

Reportagem: Flávia Muniz
Fotografia: Vinícius Mochizuki
Assistente de fotografia: Rodrigo Rodrigues
Styling: Samantha Szczerb
Beleza: Walter Lobato
Assistente: Igor leite
Produção: Juliana Pinna

Autor: Silva Neto

Eu, José Gonçalves da Silva Neto – (Silva Neto), Naturalidade: Cedro-CE, filiação: Vicente Antônio da Silva e Severina Gonçalves da Conceição. Na década de 70, comerciário na Casa Ribeiro e Gilsons Magazine em Juazeiro do Norte, nesta mesma cidade fundador do Xv de Novembro Futebol Clube. Ex-diretor secretário da Liga Desportiva Juazeirense, na década de 70. Comerciário vendedor da antiga Cariri Rações em Juazeiro do Norte. Radialista autônomo, diretor e apresentador do Programa Alvorada Sertaneja - Rádio Cetama de Barbalha. Noticiarista diretor e apresentador do Jornal Cetama é Notícia - Rádio Cetama de Barbalha, membro da equipe esportiva da Rádio Cetama de Barbalha, membro do Programa Flagra pela Rádio Cetama de Barbalha conjuntamente com o radialista Maciel Silva (saudosa memória). Ex-diretor gerente da Rádio Comunitária Verdes Canaviais de Barbalha-CE. Diretor e apresentador do Jornal Verdes Canaviais. Diretor e apresentador do Programa Saúde em debate da Rádio Verdes Canaviais. Ex-diretor gerente da Rádio Aurora do Povo da cidade de Aurora-CE. Ex-secretário e presidente da Liga Desportiva Barbalhense (LDB). Ex-presidente da Associação dos Moradores do Bairro Alto da Alegria – Barbalha-CE. Por oito anos, funcionário recepcionista do Hospital Santo Antônio de Barbalha-CE. Funcionário Público Municipal da Assessoria de Imprensa da Administração do ex-prefeito de Barbalha, Francisco Rommel Feijó de Sá. Funcionário Público Municipal como assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Barbalha, gestão do ex-prefeito Antônio Inaldo de Sá Barreto, membro da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Barbalha, do ex-prefeito Edmundo de Sá Filho. Prestador de Serviços na divulgação das ações da Câmara Municipal de Barbalha desde o início dos anos 90. Correspondente do Jornal Tribuna Popular de Juazeiro do Norte. Correspondente do Jornal da Tarde da Rádio Padre Cícero em Juazeiro do Norte. Diretor, redator e apresentador do Jornal Alvorada Notícias FM 96,7, desde o dia 02 de janeiro de 2014. Membro da equipe esportiva Show de Bola da Rádio Barbalha FM. Sócio do Rotary Clube de Barbalha – Distrito 4490. Membro sócio do Círculo Operário de Barbalha. Fundador e diretor do site www.diariodocariri.com

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