Áurea Maranhão, a Ticiana de ‘A Dona do Pedaço’: “Fiz muita faxina”

Estreante na TV ela conta que chorou após cena com Juliana Paes e ao conhecer Fernanda Montenegro

POR RAQUEL PINHEIRO / DIVULGAÇÃO/CARLOS NETO

Áurea Maranhão está no elenco da novela das 9 (Foto: Divulgação/Carlos Neto)

Veterana no teatro, onde atua desde criança, Áurea Maranhão está fazendo sua estreia na televisão em grande estilo: ela é Ticiana, irmã de Amadeu (Marcos Palmeira) em a Dona do Pedaço, a nova novela das 9. De personalidade forte, a personagem já bateu de frente com Maria da Paz mocinha de Juliana Paes, em um encontro dramático que foi ao ar no capítulo de terça-feira (21). “Me receberam com muito cuidado e respeito, não teve essa de ser desconhecida. Tive o carinho de todos Foi um choque de realidade descobrir toda essa estrutura, aprender com esses artistas que me receberam de braços abertos”, diz Áurea, 31 anos, que chorou ao conhecer Fernanda Montenegro e após a difícil cena com Juliana. “Chorei de soluçar”, conta.

Áurea estava na sala de caracterização da novela, sendo maquiada e penteada, quando encontrou com Fernanda, que vive Dulce na trama, pela primeira vez. “Ela entrou parecendo uma borboletinha sorridente, cumprimentando todo mundo, eram mais de 30 pessoas ali. Comecei a chorar tanto, muito mesmo. Aí Dona Fernanda veio até mim e perguntou ‘por que você está chorando, seja muito bem-vinda’, e me deu um abraço. Chorei ainda mais”, conta a atriz.

Já com Juliana, o choro veio logo após a cena em que Ticiana confronta Maria da Paz após Amadeu ser baleado e ameaça a vida dela. “Foi uma descarga de emoção, tive uma crise. A Juliana pegou na minha mão e foi conversar. Ela disse ‘nessas horas que a gente fica nervoso, pode pedir uma minutinho à direção que eles vão entender, porque você é o instrumento de seu trabalho’”, lembra Áurea. “Juliana foi de uma generosidade incrível jamais vou esquecer”, afirma a atriz , que elogia Marcos Palmeira (“meu irmão pro resto da vida”) e Walcyr Carrasco pelo texto da novela.

Escalada apenas para a primeira fase de A Dona do Pedaço, Áurea sonhava fazer TV. Ela nasceu em Manaus e seu mudou para São Luís ainda criança. Criada no Maranhão,  assumiu incorporou o estado ao sobrenome. Filha da cozinheira Liane, de 50, e o autônomo João, de 67, ela tem quatro irmãos e, desde pequena queria ser atriz. “Eu tenho um primo que é músico e admirava demais esse universo artístico. Além disso, nas festinhas de aniversário em São Luís, sempre tinha um palco, e minha sempre virava e falava ‘Áurea, minha filha, desde desse palco e deixa as outras crianças subirem”, lembra.

Os pais incentivavam a menina, que pensou até em fazer jornalismo como uma forma de chegar à televisão. “Eles sempre me estimularam, mas na época do vestibular teve esse momento de perguntar porque eu não fazia outra carreira. Era uma questão minha também, porque aqui em São Luís eu nunca tinha visto alguém vivendo de teatro”, explica Áurea, que aos 17 anos,  entrou para um grupo de teatro universitário e nunca mais parou com os palcos, conseguindo se sustentar com o que ganhava. Dois anos depois, um amigo que ia tentar entrar na EAD, a famosa Escola de Arte Dramática da USP, convidou Áurea para tentarem o exame de admissão juntos. Ela passou, ele não.

“Eu estava juntando dinheiro há dois anos para comprar um carro ou uma moto e viajar pelo interior com meus espetáculos. Era um sonho meu”, diz Áurea, que acabou se mudando para São Paulo aos 19 anos, em 2007, com R$ 3 mil no bolso. Ela teve ajuda de amigos, que facilitaram sua vida na medida do possível, e foi morar no dormitório da USP.

Áurea Maranhão em A Dona do Pedaço (Foto: Divulgação/Globo/João Miguel Junior)

“Eu passei alguns perrengues. Fui me virando para conseguir ter um dinheiro para comprar meus livros e poder ir ao teatro. Passeava com cachorro, trabalhei em bar, fiz muita faxina em casa de amigos que me deram roupa de cama, vendi chocolate, fiz bolsa de crochê e bolo, tudo que você puder imaginar”, lembra a atriz, que recebeu bolsas de alimentação e moradia da faculdade.. “Sou muito grata ao ensino brasileiro. Eu nunca imaginei que iria sair do Maranhão e chegar à USP, a melhor universidade da América Latina”, confessa.

A experiência deu à atriz uma visão contundente sobre os cortes planejados pelo governo federal para o ensino superior. “É o sucateamento da nossa educação. Esses cortes interferem na formação de profissionais de todas as áreas, na qualidade dos professores”, avalia. “Eu venho de uma família muito humilde, meus pais nunca puderam me ajuda com a compra de um livro. E, nesse sentido, a universidade me deu estrutura para eu ser a melhor atriz que poderia ser”, afirma.

Áurea foi mãe cedo, ainda nos tempos de EAD, quando engravidou de Antônio, hoje com 11 anos, seu único filho com o marido, o advogado e professor Ricardo Coutinho, de 40. “Eu quis ser uma mãe presente e passei dois anos exclusivamente cuidando do Antônio. Ele me deu foco na vida, me trouxe um objetivo, me obrigou a buscar trabalhos melhores, não só em termos de pagamento como condições de trabalho. Antônio me trouxe clareza”, diz a atriz, que voltou à USP e terminou o curso em 2013.

Áurea Maranhão com Marcos Palmeira, Jussara Freire, Álamo Facó e Luiz Carlos Vasconcellos em A Dona do Pedaço (Foto: Divulgação/Globo/João Miguel Junior)

Em São Paulo, ela se juntou ao Ap 43, grupo de pesquisa em cinema que a levou para o meio – Áurea estará em dois filmes que vão ser lançados, Terminal Praia Grande, de Mavi Simão, e Anna, de Heitor Dhalia, além de Chá da Tarde e Mala Preta, curtas-metragens dirigidos por ela. “Durante muitos anos achei que era só atriz, mas quando voltei ao Maranhão após terminara a faculdade, entendi que não sou só atriz, sou artista. Preciso estar me mexendo, propondo projetos, não só para me sustentar, mas porque sou uma artística política que pensa na política brasileira”, exlica.

Sem abandonar o teatro e a tela grande, Áurea diz não estar criando muitas expectativas com futuros projetos na TV, e conta que a família se reuniu para ver sua estreia em um restaurante de São Luís.  “Meu filho me ligou e disse ‘mamãe, estou muito orgulhosa da senhora’, nunca imaginei que fosse ter minha mãe na televisão”, conta ela, acrescentado que as cenas mais tensas de Ticiana impactaram o menino. “Antônio ainda falou ‘você me deu um pouco de medo’”, diverte-se.

Autor: Silva Neto

Eu, José Gonçalves da Silva Neto – (Silva Neto), Naturalidade: Cedro-CE, filiação: Vicente Antônio da Silva e Severina Gonçalves da Conceição. Na década de 70, comerciário na Casa Ribeiro e Gilsons Magazine em Juazeiro do Norte, nesta mesma cidade fundador do Xv de Novembro Futebol Clube. Ex-diretor secretário da Liga Desportiva Juazeirense, na década de 70. Comerciário vendedor da antiga Cariri Rações em Juazeiro do Norte. Radialista autônomo, diretor e apresentador do Programa Alvorada Sertaneja - Rádio Cetama de Barbalha. Noticiarista diretor e apresentador do Jornal Cetama é Notícia - Rádio Cetama de Barbalha, membro da equipe esportiva da Rádio Cetama de Barbalha, membro do Programa Flagra pela Rádio Cetama de Barbalha conjuntamente com o radialista Maciel Silva (saudosa memória). Ex-diretor gerente da Rádio Comunitária Verdes Canaviais de Barbalha-CE. Diretor e apresentador do Jornal Verdes Canaviais. Diretor e apresentador do Programa Saúde em debate da Rádio Verdes Canaviais. Ex-diretor gerente da Rádio Aurora do Povo da cidade de Aurora-CE. Ex-secretário e presidente da Liga Desportiva Barbalhense (LDB). Ex-presidente da Associação dos Moradores do Bairro Alto da Alegria – Barbalha-CE. Por oito anos, funcionário recepcionista do Hospital Santo Antônio de Barbalha-CE. Funcionário Público Municipal da Assessoria de Imprensa da Administração do ex-prefeito de Barbalha, Francisco Rommel Feijó de Sá. Funcionário Público Municipal como assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Barbalha, gestão do ex-prefeito Antônio Inaldo de Sá Barreto, membro da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Barbalha, do ex-prefeito Edmundo de Sá Filho. Prestador de Serviços na divulgação das ações da Câmara Municipal de Barbalha desde o início dos anos 90. Correspondente do Jornal Tribuna Popular de Juazeiro do Norte. Correspondente do Jornal da Tarde da Rádio Padre Cícero em Juazeiro do Norte. Diretor, redator e apresentador do Jornal Alvorada Notícias FM 96,7, desde o dia 02 de janeiro de 2014. Membro da equipe esportiva Show de Bola da Rádio Barbalha FM. Sócio do Rotary Clube de Barbalha – Distrito 4490. Membro sócio do Círculo Operário de Barbalha. Fundador e diretor do site www.diariodocariri.com

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