Mônica Gonçalves, uma estudante de Saúde Pública, afirmou ter sido impedida de entrar na Faculdade de Medicina da USP, no último dia 30, por ser negra. Segundo a instituição, uma sindicância interna já foi aberta para verificar as informações.
A estudante contou que foi barrada quando ia encontrar alguns amigos em uma sala do centro acadêmico. Ela disse ter apresentado o crachá aos vigilantes, mas afirma que mesmo assim foi impedida de entrar. Em seguida, Mônica enviou mensagens aos amigos que estavam no centro acadêmico e foi informada de que outras pessoas estavam entrando no prédio sem problemas.
Segundo a estudante, um homem branco passou pela entrada da instituição sem ser abordado. A aluna só conseguiu entrar escoltada por um segurança, que disse que ela estava sendo arrogante por questionar a abordagem dos funcionários e que, se quisesse, poderia a tirar do prédio a qualquer momento.
O caso repercutiu e muitos estudantes fizeram um protesto na tarde desta terça-feira (13), em frente à Faculdade de Medicina. A instituição divulgou uma nota dizendo que “repudia o racismo e qualquer outra forma de discriminação com base em etnia, religião, orientação sexual, social”.