Segundo técnico ambiental, animais fogem da chuva para procurar abrigo.
Quatro pessoas morreram em Mato Grosso após ataques de animais peçonhentos, no último ano. Elas foram vítimas de cobras, aranhas e escorpião, conforme a Vigilância Ambiental do Estado. No entanto, o número de mortes registrado é menor se comparado ao ano de 2012, quando o dobro de pessoas morreu por acidentes com esse tipo de animal.
As cobras são as que lideram nos casos de ataques, segundo o órgão, que aponta ainda que de janeiro a dezembro de 2013, pelo menos 2.348 acidentes foram registrados. Com aumento das chuvas nesta época do ano, as ocorrências com animais peçonhentos é mais frequente. O técnico da Vigilância Ambiental, Tiago Rondon, disse em entrevista à Rádio Centro América FM que nesse período os animais buscam refúgio e colocam em risco os moradores.
“Eles estão se movimentando em busca de lugares mais secos”, frisa. Ele pontua também que o trabalho preventivo, como de orientação aos moradores, tem ajudado a combater os acidentes e ainda fez com que o número de mortes reduzisse pela metade em 2013. Rondon alerta que a população deve entrar em contato com o Corpo de Bombeiros quando se deparar com serpentes e outros animais peçonhentos nos quintais ou no interior das casas. O Centro de Controle de Zoonoses do Município (CCZ) também faz o recolhimento correto desses animais e a própria Vigilância Ambiental.
Não se deve amarrar ou tentar sugar o veneno no local da picada, nem cortar, aplicar borra de café, fumo ou fazer qualquer outro tipo de intervenção sem orientação técnica. Tais procedimentos podem ocasionar contaminação, necrose, amputações e até mesmo a morte da vítima.
Ele acrescenta que o paciente picado por um animal peçonhento deve ser atendido o mais rápido possível. “A pessoa pode até tomar um analgésico, caso esteja com muita dor. Mas deve ser encaminhada para o hospital para o tratamento adequado”, conclui.
Kelly MartinsDo G1 MT